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22 de mar. de 2011

The Priest They Called Him


Era uma vez um garoto chamado Kurt Cobain e um tiozinho chamado William Burroughs. Separados por nunca terem se conhecido - até se conhecerem -, um criou uma banda influenciada por punk, Pixies e otras cositas más; já o outro gostava de escrever e viajar o mundo a procura de experiências psicotrópicas e venenos e foi um dos escritores mais influentes do movimento beatnik. Dois beats, juventude e sabedoria unindo-se em duas mentes perigosas para distorcer o "feliz" do natal - se é que ele um dia existiu.



Fã da literatura beat e tendo William Burroughs como um "heroi", o guitarrista e o escritor só se encontraram depois da insistência de Kurt e do The Priest They Called Him, história de 1973 na qual Burroughs narrou com sua voz velha e chata para que a guitarra pertubadora de Cobain entrasse posteriormente ao fundo dedilhando Noite Feliz. Isso foi em 1992, dois anos antes da morte do líder do Nirvana enquanto quatro anos ainda restavam para o vovô sinistro.


Vocês sabem quem é na capa?


E essa é a história do raríssimo vinil, depois lançado em CD, sobre o "Sacerdote", um viciado em heroína que busca a redenção na noite de natal ajudando a curar as dores de um garotinho mexicano aleijado com suas "medicinas" e morrendo logo em seguida com a "injeção imaculada", parafraseando o escritor. Simplesmente foda.






28 de jan. de 2010

Tim Burton - O Triste Fim do Menino Ostra & Outras Histórias




Tim Burton, aclamado criador de obras-primas cinematográficas como O Estranho Mundo de Jack, Sweeney Todd, Edward Mãos-de-Tesoura e outros incontáveis projetos, dono de um estilo característico sempre teve uma relação muito próxima com a literatura, fazendo questão de homenagear suas obras favoritas diversas vezes.

Em 1997, Burton lançou o livro O Triste Fim do Menino Ostra e Outras Histórias, que consistia em uma coleção de histórias curtas escritas em forma de verso rimado, nos apresentando a personagens que misturam uma deturpação que beira a demência com uma doçura e inocência quase infantis, marca registrada do trabalho de Burton.

Exemplos são histórias como a Menina Voodoo, onde uma boneca de voodoo com muitos alfinetes em seu coração não consegue se aproximar de quem gosta, já que o alfinete dessa pessoa se afudnaria mais ainda. Ou O Menino com Pregos nos Olhos, que tenta montar uma árvore de Natal, mesmo sem poder ver.


Alguns dos personagens deste livro tornaram-se extremamente populares, como Roy, o Menino Tóxico, a Menina Voodoo, o super-herói Menino Mancha e, claro, o Menino Ostra.
Aliás, o conto O Triste Fim do Menino Ostra, o maior do livro, faz jus a palavra "melancólica", contando sua história desde que seus pais se conhecem.

Além do texto, todos os desenhos são de Burton, que mistura surrealismo e elementos góticos em seu traçado.

Vale a pena conferir este trabalho de uma das mentes mais contemporaneamente criativas ainda vivas.