
Chegando lá as 16:38, casa ainda fechada (programada para abrir as 16:00), dei um tempo em uma padaria próxima, até as 17:00, quando a casa abriu. Indo para a porta do Inferno, encontrei o meu amigo e ex-companheiro de banda Rômulo Gonçalves, que estava junto com o Peu cobrindo o show para o Zonapunk. Já que eu tinha ido lá sozinho, foram minha companhia durante os shows.
Após um enorme atraso, com a banda mesmo em cima do palco, após inúmeros ajustes nos equipamentos e óbvia confusão dos integrantes, o Us Alive começa o seu show as 18:00, com um cover de Dear Maria, Count Me In, do All Time Low. Quase sem público, a banda formada por adolescentes estava tímida em palco e os instrumentos desafinados e o baterista errando os pratos e o tempo apenas pioraram a apresentação. Após um fraco cover de Milonga, do Fresno e da música própria O Que Você Queria, acabam o show. Fica evidente que a banda precisa melhorar sua técnica e se esforçar um pouco mais.
Após algum tempo, sobe ao palco o Bar do Moe's. Bem-humorados, tocando um som curto e direto, ao estilo Descendents, com letras engraçadas e diversas tentativas de interação com a platéia, o show foi animado, mesmo que um problema no baixo tenha tirado bastante tempo da apresentação.
Logo depois, é a vez da banda Luno, de Bragança Paulista. Apostando num visual mais indie e tocando bons covers de Last Nite, dos Strokes e Seven Nation Army, do White Stripes, com uma boa performance em palco, afetada novamente por um problema no baixo, que, após ser consertado, não falhou mais. Boa banda, que demonstrou uma boa diferenciação no meio das outras bandas.

Em seguida, o R. Sigma, grande nome da noite, sobe discretamente no palco, já lançando uma introdução, com a bateria sendo tocada a quatro mãos por GB e Tomás. A banda é conhecida por sua virtuosidade técnica, com todos os instrumentos muito bem tocados e ainda assim com uma presença de palco absurda. Mas o destaque mesmo vai para o vocalista Lucas Castello Branco, que pula, dança, tem espasmos, reza, gargalha, cai e faz o diabo sem nunca desafinar. A banda parece estar em um transe coletivo, que é transmitido para o público, que entra na mesma vibração e ensandece. Tocando duas canções em inglês, feitas especialmente para a turnê da banda nos Estados Unidos, não deixou de lado músicas como Precipício e Sobre Trunfos e Bandeiras. O ponto alto da noite foi a execução de O Mito do Insubstituível, pedida durante todo o show pelo público.
Com o fim do show, era fácil ver o sorriso estampado no rosto dos fãs, totalmente satisfeitos com o final do Carnaval celebrado com rock e suor.
Foto - Outono em Marte por: Orelha Fotos
Vídeo - R. Sigma por: Girodo
9 comentários:
Muito legal, gostei da resenha. É bom ler resenhas e ver R.Sigma ser citada como 'o grande nome da noite'. Cada vez mais longe... Bate um puta orgulho de ler essas coisas. Não tem preço fazer parte de tudo isso.
Ficou muito boa cara. Parabéns!
curti a resenha, parabens!
pode usar os vídeos a vontade meu querido.
abraço!
Bem informativa a resenha, curti pra caramba...
Show do Luno, pra mim, foi surpreendente...
não achei até agora o myspace deles...;/
Muito boa a resenha...
Ficou bem direta...
E fico feliz por um cara que já tem um blog que vive comentando sobre as bandas do Inferno ter gostado do som dos caras do Luno, como se ele tivésse como não gostar...
xD
bela resenha!
UP!
linda resenha,sou baterista da Luno e fico feliz por ter curtido nosso som,vou deixar o myspace pra vcs darem uma olhada...www.myspace.com/lunosp
valew!!!!
boa resenha!
me decepcionei também com algumas bandas como disse o resenhistas...
VAMO APRENDER A TOCAR ANTES GALERA!ESTUDAR!!!
aew vlww por tudo ai, criticas são bom quando construtivas como a sua..!
abraço
by: Bar do Moes
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