30 de abr de 2010

Envydust, Dilúvio e Feises - Inferno 24/04/10

Há 5 anos atrás, eu ainda estava na escola, tinha banda e colava em shows no saudoso BlackJack. Há 5 anos, morriam o Papa e o Mestre MiyagiGeorge Bush era reeleito, Roberto Jefferson e o Mensalão explodiam nos noticiários e o Furacão Katrina arrasava New Orleans.
Há 5 anos era lançado um dos cds mais emblemáticos da cena brasileira atual: Quando Estar Vivo Não Basta, o primeiro full-lenght do Envydust. Para a época, foi algo inovador, um tipo de som que misturava momentos de caoticagem extrema com momentos de calmaria letárgica, que dificilmente era encontrado no Brasil, mas que já era bastante forte no exterior e já começava a ter seus fãs no país.
Cinco anos depois, chegamos a 2010, mais especificamente dia 24 de abril, na porta do Inferno, fãs da banda se reuniam para um show especial de comemoração dos 5 anos do disco.
O flyer marcava o início do show para as 16h, mas a casa foi aberta 2 horas depois, de acordo com o horário que estava no ingresso.
Após uma breve passagem de som, a banda Feises, de Guarulhos, começa sua apresentação. A casa ainda estava bastante vazia, mas quem pode presenciar o show teve sorte. Os sete integrantes, que ficaram visivelmente apertados no palco, apresentaram uma boa presença de palco, com momentos bastante sincronizados e, principalmente um bom som. Os dois vocalistas se completavam e ambos cantavam e berravam bem, os instrumentistas mostravam bastante familiaridade com o palco e o público gostou bastante. O ponto negativo do show foi o teclado, que estava muito baixo, mas que quando era audível, trazia um elemento muito bem encaixado nas músicas.
A seguir, com a casa mais cheia, sobe ao palco a Dilúvio, de Belo Horizonte. Sinceramente, não conhecia a banda e ela realmente me surpreendeu. Uma performance totalmente profissional, muita energia e paixão transbordando de cada integrante. Os instrumentistas eram todos muito performáticos e demonstravam uma ótima técnica. O baixista Messias  não parava em palco, sendo um show á parte, os guitarristas Caio e Davidson mostravam toda sua técnica sem perder o feeling, o bateirista Alexandre (também do Nihil, junto com Davidson e Messias) teve uma precisão assombrosa e, por fim, o ótimo vocalista Paraguay (também do Eminence, banda que toca muito fora do país) resumia o show: entrega total em palco, chamava o público a interagir com a banda e ficou claro que a resposta foi além do que esperava: a galera curtiu mesmo o som, até mesmo abrindo uma roda e com alguns stage dives. Depois de agradecer muito e com sua missão cumprida a banda deixou o palco sobre muitos aplausos.
Algum tempo depois, com a casa mais vazia do que eu esperava, por se tratar de um "show especial", o Envydust sobe ao palco com a platéia já na palma da mão. Para começar o show, Max deu o microfone para um fã que veio do Rio de Janeiro lançar o Pronto! que abre o cd, já emendando A Última Gota, uma das músicas mais importantes da carreira do grupo e, logo depois Sua Carência, Minha Ruína, seguida de Pra Mim, Você Não e O Lado Frio da Verdade, outra música emblemática do (na minha opinião) melhor cd da banda. O show, como sempre, era impecável, Max é totalmente performático, beirando o teatral e, durante algumas músicas assumindo a guitarra, Barros é um demônio na bateria, fica de pé, bate forte e consegue se impor mesmo no fundo do palco, Shelka e Che são totalmente carismáticos e Daniel, que nas últimas músicas da banda não berra tanto, cuidando mais dos synths, mostrou que não perdeu nem um pouco a forma. Seguindo o show, a calma Chegou a Hora foi cantada com todos os membros da banda juntos na frente do palco e, no mesmo clima, seguiu-se Por Não Entender, quebrando assim a ordem do cd. Em seguida, O Olhar Tem Seu Nome e Cárcere, seguida de Maniqueísta por Opção, que contou com a participação de Carol (não a Carol que gravou os vocais no cd, que mora em Campinas, mas sim uma garota que cantava nos shows na época do lançamento) e, para fechar o disco, Suaves Lembranças do Outono Passado.
Mas a noite ainda estava longe de acabar. Ainda foram tocadas algumas novas canções, como Do Arranha-Céu e Infecta e músicas do segundo disco, UM, como Senhoras e Senhores, a muito pedida Hora de Partir e, fechando a noite, o hino Leilão do Lote 77, que fez a galera do mosh extravasar mais ainda. A emoção era visível no rosto da banda e do público, a festa estava completa e um dos melhores shows do Envydust, desde o agora longe 2005, chegava a seu fim.

7 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom a resenha do show!!! Me senti lá!!

Parabens pela iniciativa e aqui em BH Diluvio destroi! pelo visto representaram ae em sampa tb!!

Valeuuu!!! Add nos favoritos o blog já!!

José disse...

Dilúvio fode em qualquer lugar!

Grande banda de BH, representa muito

Wall Feises disse...

muito obrigado Underkrew pelas palavras.

Vitão Feises disse...

aeee valewww mano


esperamos ter mais encontros em shows e muitos mais comentarios de vcs!!!

Paraguay disse...

Du caralho!!!
Valeu ae pela otima resenha!!

Tamu junto UnderKrew!!!

Davidson disse...

Valeu a i mano, resenha foda!!
Tamo junto.

@ricardogranero disse...

Minha resenha: FOI FODA, FODA-SE O RESTO!