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21 de jan. de 2011

Freestyle: Um Estilo de Vida

Freestyle: Um Estilo de Vida é um mini documentário brasileiro dirigido por Pedro Gomes (mesmo diretor do clipe Multicultural, do Pentágono), que tem como proposta expor - talvez a arte mais versátil e criativa do Hip-Hop - a partir de depoimentos de grandes representantes do rap nacional como Kamau, Emicida, Marechal, Max B.O., Criolo Doido e outros tantos envolvidos no estilo, que relatam como funciona o processo de composição e organização das ideias para a criação dessas rimas improvisadas.

O documentário também expõe os palcos por onde esse estilo predomina. Em São Paulo o ponto mais famoso onde acontece as batalhas de freestyle é o metrô Santa Cruz, que rola todo sábado a partir das 22h, com torneios e eliminatórias, onde o vencedor tem o direito de disputar o título de melhor improvisador na Liga dos MC's, palco onde só os melhores MC's merecem batalhar.


www.myspace.com/umestilodevida

18 de jan. de 2011

Nova festa Street Session estreia com Sombra - CCPC 14/01/11



Como o CCPC (Centro Cultural Popular Consolação) procura sempre inovar com festas que não encontramos em nenhum outro pico de São Paulo, estreou nesta última sexta (14) a Street Sessions. Produzida pela diva brasileira do ragga, Lei Di Dai, a festa tem como intuito misturar rap e dancehall num horário alternativo, das 18h às 23h, e a preço popular de R$ 5 moedas.

Para a primeira edição, a balada contou com a discotecagem de Vinnie Man e ninguém menos que Sombra, MC que faz história no rap desde meados de 1990 com o SNJ. “A proposta é muito boa porque tem tudo a ver, traz vertentes diferentes da música. Junta os soundsystems, começa com uma discotecagem ragga e depois vai pro rap, misturando tudo”, conta o MC.

De Ana Carolina a Flora Matos, de Tim Maia a Linkin Park, “eu ouço de tudo”, afirma o cantor. E essa mistura que percebemos na setlist com pedradas como Razante Louco e Mano Eu Vou Ali Comprar 1 Chá, ambas do seu álbum solo, Sem Sombra de Dúvida, de 2008; e também as inéditas Piada Cabeluda, a experimental eletrônica Muleke Doido e Noticiário Estéreo, que ele já vem cantando em alguns shows. Mas não tem jeito, as que mais fazem barulho são as antigueiras do SNJ como Mundo da Lua e Viajando na Balada, que pra alegria dos fãs antigos de rap, nunca ficam de fora do repertório.

As novas canções devem estar nos projetos futuros do artista. “Ainda pra 2011 tem lançamento de uma mixtape e um álbum dando continuidade ao Sem Sombra de Dúvida”.


As Street Sessions acontecem todas as sextas-feiras. E para dar continuidade à festa, no dia 21 será a vez das “rude girls” Lei Di Dai, Flora Matos e Karol de Souza comandarem o microfone; dia 28 segue o dancehall com Funk Buia e Gustah Echo Sound. Como diz a Dai, “CELEBRAI!”



Foto: Reprodução

14 de dez. de 2010

Grajauex - Novo single do Criolo Doiduex





Mano, não adianta: Criolo é Doido e vem pra quebrar tudo com o novo CD que sai sóóóó em março.

Mas pra dar o gostinho do que vem por aí, os produtores Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman liberaram hoje a faixa Grajauex, reformulada e muito mais foda do que a original - que já era foda.

Dia 20 de dezembro o rapaz vai dar o ar da graça no Matilha Cultural com o lançamento do vinil do single.

Coloquem as fraldas e ouçam essa pe-dra-da:

Criolo "Grajauex" by danielganjaman

30 de set. de 2010

Jigaboo - As Aparências Enganam

"O que que tem de estranho? Nunca viu dois preto e um branco?"

Jigaboo foi um grupo brasileiro de rap que surgiu em meados dos anos 90. O trio foi um dos responsáveis por quebrar paradigmas de uma época em que o rap nacional se encontrava saturado, devido o excesso de grupos que insistiam em passar o mesmo tipo de mensagem.

Em 97, quando o mineiro PMC se juntou com seu conterrâneo Deco Murphy, para investir em sua carreira musical em São Paulo, o embrião de Jigaboo já estava criado.

Dois anos mais tarde, em 99, depois de Suave voltar ao Brasil trazendo consigo experiência internacional, o MC consolida o grupo quando conhece PMC, que logo se destaca devido a sua versatilidade e criatividade na maneira de rimar.

Não demorou muito para que o talento do trio despertasse o interesse de uma grande multinacional. Com o contrato firmado, os musicos ganharam rápida notoriedade pelos meios de comunicação, conquistando prestigio e uma legião de fãs pelo Brasil. Era comum ver a música "Corre-Corre" sendo tocada no programa Espaço Rap da rádio 105FM, assim como a música de maior sucesso "Vai Pirar", bombando nas maiores rádios do país.

Com o destaque e a aparição cada vez mais frequente na mídia, além do prestígio também veio as críticas por parte de pessoas envolvidas na cena Hip-Hop, principalmente em cima de Suave que é caucasiano e membro de classe média. Mas o talento e a vontade de continuar a se expressar por meio da música foi mais forte, e assim o grupo manteve-se firme e prosseguiu até o começo da década de 2000, onde misteriosamente o trio anunciou seu fim.

A partir daí, cada um dos integrantes acabou seguindo seu próprio caminho. PMC continuou com seu trabalho na febém oferecendo oficinas e apoio a ex-internos, ao mesmo tempo em que prosseguiu com sua carreira solo, lançando algumas músicas soltas em parceira com DJ Deco que não "vingaram". Em contraponto, Suave que também seguiu carreira solo, mudou seu nome artístico para Dogão, assinando com a gravadora Arsenal Music por conta de seu talento e amizade com o produtor Rick Bonadio. Com isso o rapper ganhou destaque na mídia por um certo tempo até sumir e aparecer outra vez em algumas parcerias com o mesmo pseudônimo que começou na música. DJ Deco também continuou no que sabe fazer de melhor e decidiu se envolver em diversos gêneros musicais e produções independentes onde resolveu também mudar seu nome artístico para Deco Wanlu.

Não se sabe muito bem o real motivo pelo fim do grupo. O que se sabe é que mesmo nos dias de hoje, o grupo continua sendo referência no rap nacional.

Considero esse álbum uma das grandes obras primas do rap brasileiro. As letras são criativas e as rimas são diretas e inteligentes. Destaque para a música "Realidade", uma composição conjunta entre o grupo Jigaboo e adolescentes das unidades do Complexo do Tatuapé. A música acabou se tornando uma espécie de hino da Febem, "Vai Pirar", ritmo empolgante com participação da primeira formação do Charlie Brown Jr. e "Tapensanduquê?", um freestyle destruidor de Suave improvisando em quatro idiomas diferentes, finalizando com um ataque verbal à Gabriel o Pensador.




01 - Quebra Tudo
02 - Corre-Corre
03 - Deco Murphy na Área
04 - Fim Do Mundo
05 - Duro de Matar
06 - Vai Pirar
07 - MC's na Mira
08 - Para de Falar
09 - Agora é sua Vez
10 - Doidera
11 - Mídia ou Hip-Hop
12 - Qual é a Cor?
13 - Continua Sendo Nosso
14 - Tapensanduquê? (Freestyle)
15 - Geral
16 - Realidade
17 - Favela é Favela
18 - Corre-Corre


24 de ago. de 2010

Criolo Doido - Espaço + Soma 21/08/10


Primeira resenha sobre show de rap aqui no blog e sinceramente não poderia começar melhor, se não fosse com uma grande figura do hip-hop nacional.

Criolo Doido: fundador da Rinha dos MCs (evento que reúne rappers em batalhas de rimas improvisadas e exposições de arte urbana), educador e Mestre de Cerimônia mais uma vez mostrava suas rimas afiadas no Espaço + Soma localizado nos arredores da Vila Madalena, reduto boêmio da cidade de São Paulo.

Eram mais ou menos 18 horas quando saí de casa para me encontrar com o Ale e a Jeh pra pegar a câmera que eu iria filmar parte do show. O encontro durou tempo o suficiente pra que eles me explicassem como se manuseava a dita cuja, que mais tarde me causou alguns pequenos problemas, por causa de uma lag no sistema, mas nada que eu não pudesse dar um jeito.

Pois bem, feito isso, parti pra Vila Madalena encontrar com meu amigo jornalista e motolouco Yuri Kiddo. Já por volta 19h30 quando nos encontramos na entrada da casa. Fomos umas das primeiras pessoas a entrarem no local, cheguei a pensar que o show ia ser um fiasco de público, mas logo vi que tinhamos chegado cedo demais, tanto é que o Criolo ainda estava fazendo teste de áudio junto com o DJ e o Dan Dan.
Passadas algumas horas, o público começa a aparecer ao poucos e entrar na pista pra balançar os esqueletos com a ótima seleção de músicas do DJ. Músicas de Tim Maia, Nação Zumbi e Cypress Hill ajudaram a galera a entrar no clima da noite, Criolo Doido também estava envolvido pelas batidas frenéticas que saiam das caixas de som.

Algum tempo depois, aproximadamente 21h30 da noite, o MC sobe ao palco para mandar o seu recado junto com o Dan Dan, que se encarregava de agitar o público enquanto o DJ introduzia o show com É o Teste, que, para mim, é a melhor música do álbum Ainda Há Tempo, conquistando assim o público logo no início.


Depois ainda veio Chuva Ácida, do mesmo álbum e a inédita Grajauex, cujo refrão era sustentado pela voz vibrante de Dan Dan.

Outra música que tocou e se sobressaiu pela voz de Dan Dan foi No Sapatinho, que possuí uma sonoridade descontraída, assim como a própria personalidade do DJ durante o show.

Diferente da No Sapatinho, a música seguinte foi Sucrilhos, minha música favorita das semi-novas. A música é carregada por um beat pesado que acompanha a voz séria de Criolo, que no refrão contracena com a sagacidade do DJ.


Além disso ainda veio Vasilhame, música que aborda as conseqüências do álcool na vida de uma pessoa, essa também é uma das semi-novas e foi acompanhada pelo coro do público, que mostrava estar com essa na ponta da língua.

Pra finalizar, ainda veio Cerol, música que terminou com uma emocionante a capella de Criolo Doido, que levou o público ao delírio.






Fotos por FEL

19 de ago. de 2010

Profissão MC - O Filme


O filme Profissão MC, do estreante Alessandro Buzo e de Toni Nogueira, retrata a história de um rapper de periferia que que vive um momento delicado de sua vida, onde precisa escolher entre ser traficante de drogas ou seguir apostando no rap.

O longa conta com a participação especial de Rappin'Hood, Beto Guilherme, DJ Dan Dan e o próprio Criolo Doido, que protagoniza o filme.

O longa foi produzido de forma totalmente independente, as gravações ocorreram no Itaim Paulista (Zona Leste de São Paulo) e pretende ser exibido em várias comunidades do Brasil.



CONTATO

Você pode garantir seu DVD contactando o próprio Buzo em seu site.

16 de ago. de 2010

Consciência Humana


Bom, depois de alguns dias de atraso, finalmente sentei minha bunda aqui na frente pra escrever. Dessa vez venho falar de um grupo que não tenho muitas informações e ainda tenho muito o que pesquisar, mas tudo bem.

O Consciência Humana é um grupo que surge em 1994, ali do lado leste de São Paulo, mais precisamente em um bairro chamado São Mateus, cujo eu tenho o prazer de residir.

O primeiro CD dos caras é o Enchergue Seus Próprios Erros, título irônico e esse ch aí meu amigo foi proposital.Cd que foi lançado no primeiro ano de existência da banda. Esse trabalho já mostra que o grupo tem um som forte e bem trabalhado, letras que retratam a realidade da periferia em um tempo muito sangrento, uma época onde um conhecido Policial e mais tarde Deputado Estadual, que eu prefiro não citar o nome pra não entrar em assuntos políticos, foi transferido para a 4ª Cia do 19º BPMM em São Matheus, que tinha o seguinte lema: “bandido bom é bandido morto". Nas letras do Consciência, eles criticam muito a polícia e prezam pela saúde da periferia, incentivando o negro e a cultura brasileira através de suas letras.

CD com músicas como Mãe África, som com um baixo tocado com um groove quase que como um berimbau e letra pesada, falando sobre a escravidão, passando uma mensagem para o negro. Logo depois já vem Imagem Brasileira, som com batida pesada e ritmo forte, até dançante, porém com uma letra que não é alegre, uma crítica a sociedade brasileira, com analogias ao hino nacional. Tá na Hora também vale a pena ser lembrada, música que tem como Original Sample: Hyldon – Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha De Sapê), música com letra pesada, onde eles fazem as críticas mais pesadas à polícia, até citando nomes de alguns oficiais, um deles é o que eu citei antes.



Em 1998, quatro anos depois do sucesso do Enchergue Seus Próprios Erros, é lançado o CD Entre a Adolescência e o Crime, na minha opinião o melhor do grupo. O CD segue o mesmo ritmo do primeiro, letras fortes e críticas. Esse foi o CD que consolidou o Consciência no rap nacional, com a música 121 (Rajada Parte II), continuação da música Rajada presente no primeiro cd, Pereferia Segue Sangrando, música que tem como Original Sample: Mommy, What Is A Funkadelic (1970) – Funkadelic. Nesse som eles afirmam o que já tinham dito no seu primeiro CD, usando alguns samples deles mesmos durante a música.

Amigo de Infância, Original Sample : Jorge Ben – Jesualda. Cara, pra mim essa é a melhor música do Jorge Ben e os caras do Consciência conseguiram fazer um excelente uso dessa música. A letra conta a história de um amigo que segue para o caminho do crime e tem um final triste. Lei da Periferia fez grande sucesso na época, lembro de como eu pirava quando rolava o som de São Mateus no antigo programa de rádio Espaço Rap.


O Consciência Humana promete um Cd para 2010 em seu Myspace, porém desde 2008 eles prometem esse mesmo cd e até agora nada. Não vou comentar ainda mais 2 cds que o CH tem, mas quem quiser da uma olhada no som dos caras pode ir no myspace e baixar qualquer um dos 4 cds, lá os caras disponibilizam todos eles pra download.