Chegando ao Credicard hall, eu me senti em alguma cidade californiana, com low-riders passando com som alto, alguns “thug life”, “chicanos” ou “gangsta rapper”, que perambulavam pelo estacionamento. Era visível diferenciar quem tava lá pra ver o Cypress Hill ou Deftones.
Já dentro do Credicard tava rolando o show de abertura da banda Minnuit, com um som que lembra um pouco o do Incubus.
O show do Cypress Hill tava programado pra começar as 21:30 mas começou as 22h, um pequeno atraso que nem chegou a incomodar quem tava lá. Apesar de curtir o som do Cypress Hill, eu queria mesmo era ver o Deftones.
Mas não tinha como não curtir o show, já que eles botaram pra fuder na primeira musica com Insane In The Brain. Um dos pontos altos do show foi na música I Wanna Get High, quando o B-Real acendeu o seu baseado, levando a platéia à loucura e fazendo com que o pessoal da pista também acendesse o seu.
Durante o show do Cypress Hill só teve um problema. Tinha muito playboy que tava se sentindo só por que estava em um show de rap (lamentável).
Pra mim, a melhor parte do show foi quando eles tocaram Rock Superstar, na minha opinião a melhor música da banda (um som que marcou a minha juventude). O show acabou as 23:15 e com praticamente 100% de aprovação da galera.
A pista deu uma esvaziada logo após o show do Cypress Hill, só que tinha muita gente no lobby que só entrou pra ver o Deftones.
As 23:40 as luzes se apagam e o Deftones começa mais um show no Brasil (já é o quarto), já lançando duas músicas do CD novo: Diamond Eyes e Rocket Skate. O Chino estava com a garganta muito afiada e seus gritos e urros eram de arrepiar qualquer um.
A banda soube misturar muito bem a sua set list, colando as músicas novas mescladas com as mais antigas. Aposto que ninguém queria que o show acabasse, mas todos não viam a hora de ouvir Back to School, uma das musica que resume o que é ser fã de Deftones. Acabando essa música, a banda saiu e o bis começou logo depois, com Root e 7 Words que é uma das melhores músicas que eu já ouvi!
Ótimo show, tanto do Deftones como do Cypress Hill, com Chino Moreno muito mais maduro e carismático em comparação ao show de 2007 no Via Funchal (eu também fui).
Set List Cypress Hill:
1. Get 'Em Up
2. How I Could Just Kill a Man
3. Armada Latina
4. Latin Lingo
5. Tequila Sunrise
6. Insane in the Brain
7. I Wanna Get High
8. Stoned Is the Way of the Walk
9. Dr. Greenthumb
10. Lick a Shot
11. Ain't going out like that
12. Rock superstar
Set List Deftones:
1. Diamond Eyes
2. Rocket Skates
3. Birthmark
4. Engine No. 9
5. Be Quiet and Drive (Far Away)
6. My Own Summer (Shove It)
7. Around the Fur
8. Digital Bath
9. Knife Prty
10. Hexagram
11. Minerva
12. Bloody Cape
13. You've Seen The Butcher
14. Sextape
15. Risk
16. Change (In the House of Flies)
17. Elite
18. Passenger
19. Back To School (Mini Maggit)
20. Root
21. 7 Words
Texto: Caio Pasin
Fotos: Divulgação
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Pra finalizar o ano de 2010 em grande estilo no quesito Hardcore, nada melhor do que resenhar o show de grandes bandas que representam positivamente nossa cena nacional.
No último sábado (18/11/10) os integrantes da banda Questions organizaram a décima edição do SPHC Fest para a gravação do clipe de Born and Raised e The Victory Speech, músicasde seu último álbum Rise Up, contando com a participação das bandas straight edges Sangue Ódio Hardcore, Still Strong e Good Intentions no Sattva Bordô, centro de São Paulo.
A primeira banda a abrir as honras do evento foi a do quarteto de Ibiúna Sangue Ódio Hardcore, a banda mesmo diante de um público acanhado e pequeno, mostrou um som furioso e extremamente bem feito do começo ao fim. A sonoridade do grupo não só chama a atenção pelo peso mas também se destaca pelo talento dos músicos com canções acompanhadas por vocais firmes e instrumental preciso. A banda tocou cerca de meia hora mostrando praticamente todas as músicas de seu repertório como "Nossa Vitória", "Resistência" e inclusive um cover destruidor de "Crucificados pelo Sistema" do Ratos de Porão.
Em seguida foi a vez da mulecada do Still Strong mostrar o seu potencial. Apesar de ter uma carreira pré matura, o quinteto já possui um currículo de dar inveja a qualquer banda do segmento. Bandas como a já consagrada Nueva Etica e também a falecida Have Heart já fazem parte da história do grupo. O show foi marcado pela energia dos integrantes em cima do palco junto a interação do público que não parava um segundo de pogar e subir ao palco pra cantar cada refrão. Entre as músicas do setlist estavam "Óbito", "Vegan", "Only for my Friends" e "Our Weapons", músicas de seu próximo trabalho e primeira demo.
Depois de quase duas horas desde a abertura da casa, a próxima banda a subir ao palco foi a consagrada Good Intentions, iniciando o show com as músicas "Faça por Você" e "Convicto", até essa altura do show o público já cantava enlouquecidamente, moshando e erguendo os punhos no ar. O clima era de completa descontração e animação, os discursos engajados do vocalista André sobre estilo de vida straight edge deram espaço para as músicas "Até o Fim", "My Truth" e a nova "Vida Simples". Em seguida ainda veio a inspiradora "Reconquista", "Uma Meta" e "Caminho" que já apontava o término da apresentação.
Mais tarde após uma breve espera no posicionamento das câmeras e passagem de som no palco, já era hora da banda Questions finalizar o evento. O grupo subiu ao palco carregando diversas placas de papelão com mensagens marcantes de suas canções para incrementar ainda mais sua apresentação. Enquanto os músicos tratavam de afinar os instrumentos, o vocalista Edu se encarregava de aproximar o público para começar o show com "Victory Speech", que aliás, antes de tocada teve uma orientação para que todos os presentes levantassem os braços antes do trecho "We shall rise up". O mesmo aconteceu na música "Born and Raised", só que acompanhada por uma salva de palmas rítmicas.
Em seguida ainda veio "SPHC", "Brotherhood" onde formou-se uma roda violenta e "One Way", música que sempre forma um amontoado de pessoas cantado junto com o vocalista. Além dessas ainda vieram covers poderosos de Agnostic Front, Cro Mags à pedido do público, e por fim, Sepultura pra encerrar todo aquele clima caseiro e festivo.
Se 2011 tiver shows de Hardcore tão bons e sinceros quanto esse, não há o que reclamarmos.
Fotos do Questions por: Ivan Jacaré e Renato Santander
Onze do doze de dois mil e dez, para muitos mais um dia comum, mas para nós amantes do hardcore é a data da volta de uma das bandas mais marcantes e importantes da cena nacional dos últimos tempos, o Street Bulldogs.
Depois de encerrar suas atividades em 2005 e abrir o show dos americanos do Face to Face no final do ano passado, os Bulldogs de Rua agora prometeriam fazer sua última despedida, dessa vez em grande estilo, registrando o show inteiro em DVD.
Nem a chuva implacável que acompanhou parcialmente o sábado foi capaz de diminuir os ânimos dos presentes. Quem passava pela rua que dá acesso ao Hangar 110 pôde observar uma legião de rockeiros, assim como uma fila quase que quilométrica ao lado da casa. Aliás, gente de todos os cantos do Brasil marcaram presença no evento, não só mineiros e cariocas, mas também curitibanos e até fortalezenses puderam conferir de perto o fato memorável. Definitivamente não é qualquer banda que traz um público desse para contemplar seu show.
Quando o relógio já apontava por volta de 20h30, a casa abriu suas portas para aliviar a grande fila que ia aumentando com o passar do tempo. Em pouco mais de 20 minutos, o interior do Hangar já estava quase que completamente lotado pelo público, que ia se familiarizando com todas aquelas câmeras, luzes e microfones espalhados pelo palco. E por falar em se familiarizar, um dos fatos marcantes do show foi a ausência do pilar central que sempre atrapalhou as rodinhas de bate-cabeça. Segundo o próprio dono do Hangar, Marcão: "Fiz uma promessa à mim mesmo que no dia que a banda (Street Bulldogs) voltasse a tocar aqui novamente, eu iria tirar essa maldita pilastra" - nós agradecemos.
Um pouco antes da banda se apresentar, um teaser do DVD é exibido nos dois telões ao lado do palco, que mostravam depoimentos de cada integrante da banda falando sobre sua carreira e motivo de fazer um registro. A exibição transformou o Hangar inteiro em uma sala de cinema, prendendo a atenção do público que observava atentamente cada relato dos músicos durante 10 minutos.
E aí galera, aqui é o Alefalando! Domingo fomos cobrir o lançamento do CD Brasa, do Zander, no Inferno Clube aqui em São Paulo. Para isso, organizaram um show junto com duas bandas também cariocas, o Plastic Fire e as meninas do Dominatrix.
Tivemos alguns problemas na hora de escrever a resenha e cada um fez uma parte, sendo o Fel falando sobre o Plastic Fire, o Gigo sobre o Zander e eu fazendo as ligações e falando sobre o que aconteceu no show do Dominatrix.
Tudo explicado, então vamo lá! Depois de dar um rolê do Butantã até Santo Amaro, eu e o Fel fomos pra Augusta, onde encontramos oGigo e o nosso antigo colaborador, Mako, que foi curtir um show preza com a gente.
Entramos eu e Fel na casa, enquanto os outros dois esperaram do lado de fora, trocando uma idéia com amigos. Em pouco tempo, começa o primeiro show.
Na sua quarta passagem em palcos paulistas, a banda Plastic Fire, uma das promessas do hardcore nacional, abriu as honras da casa com a música Há o Amanhã para o púbico que começava a lotar gradativamente a casa. Isso incluía a presença do vocalista Rodrigo, do Dead Fish, que se misturava entre as pessoas que observavam atentas os cariocas fazerem uma apresentação totalmente desinibida e segura de si.
A banda tocou cerca de 30 minutos, mostrando praticamente todas as músicas de seu álbum Existencia Parcial e até um cover da música A Fight and a Clash, dos americanos do Hot Water Music, pra levantar o público. Por fim o quarteto finalizou com a ligeira Futuro, sucedida pela Negativo, música que teve interação do público com um coro tímido entre cada refrão.
Nessa hora, fomos gravar uma entrevista com os caras da banda, mas, depois de vários pequenos problemas, como onde filmar, locais proibidos pra quem não fazia parte de bandas, etc, acabamos tendo de filmar a entrevista do lado de fora da casa e acabamos perdendo o show do Dominatrix, que, falando depois com nossa fotógrafa Karen, fã da banda, fez um show foda, alto, pesado e bastante forte. Durante a nossa conversa com os Plastic Fire, os mesmos falaram que queriam ver um show das meninas, já que o som é bem pegado.
O show do Zander começou por volta das 20:30, cedo mesmo, achei isso bom. Os caras sobem no palco e logo se nota a ausência de Phill, que, além de guitarrista do Zander também toca no Dead Fish. Por causa disso, nem sempre rola um encontro de agendas, fazendo com que a banda carioca já esteja acostumada a tocar sem um de seus guitarristas, mas nesse dia eu tinha certeza que eu já tinha visto Phill por ali.
O show começa com Como Arde, Sô!, música animada com uma bateria mais animada ainda, dando chance pros mosheiros de plantão já começarem o show dando um gás. Nessa hora eu tava lá no meio e deu pra curtir umas porradas de boa, mas como tô velho e já tinha me matado na sexta-feira em um show do Dead Fish, saí da roda e fui ver o show de canto, como de costume.
O show foi pesado, rolo música pra caralho, o set tava enorme mesmo, os caras mesclaram bem músicas de todos os CDs e deu pra rolar muita coisa boa. Do novo CD, o Brasa, que estava sendo lançado no dia, músicas como Humaitá, Motim e Linha vermelha, que são mais animadas, não podiam deixar de rolar. Meia Noite, uma das mais "baladas" do CD também rolou.
Um cara que tava curtindo o show aproveitou e entregou um bilhete pro Bil, pedindo pra que ele oferecesse a música Dialeto pra sua garota. Depois disso eu não sei porque tava de longe, mas o Ale que tava ali do lado disse que deu certo e a menina ficou bem feliz.
Simples Assim também rolou e Sunglasses, uma música que eu tô ligado que uma galera tava esperando ver não rolou. Auto Falantes não ficou de fora enessa a galera pirou mesmo.
Do segundo cd rolou também Ponte Aérea, uma das minhas favoritas, e Senso e do primeiro, Pólvora, Dezesseis, música que todo mundo sabe cor e canta forte, Em Construção, outra que a galera já tinha de cor, acompanhando o Bil durante a música toda. E ainda uma surpresa: os caras fecham o show com Ar, mas a surpresa não vem daí, já vi os caras fechando show com essa música. A surpresa é que o Bil chama o Phil pra tocar essa música e o maluco faz seu trampo como o esperado, toco pouco ele viu!
Cara, não sei nem como começar essa resenha. De verdade, nesta quarta-feira eu vivenciei algo que nunca nem imaginei que iria acontecer na minha vida. Ok, resenha de fã assumido, com uma das bandas que mais formaram meu caráter e gosto e que faz parte da minha vida há mais de dez anos. Mas antes que todo mundo caia no óbvio e comece a me chamar de puxa-saco, baba-ovo, etc., devo falar que fui pro show do Green Day esperando algo grandioso, muito bom, sim.. mas acabei recebendo muito mais do que eu esperava.
Bom, vamos começar do começo. Quando foi anunciado o show, fiquei empolgadasso e depois de muito enrolar, fui comprar meu ingresso, infleizmente, para a pista comum, já que tinha esgotado a premium (algo que eu vou falar mais pra frente). Enfim, chegado o dia do show, muita ansiedade e uma expectativa de ver uma das minhas bandas favoritas ao vivo pela primeira vez, já que o último show deles no Brasil foi há distantes 12 anos, quando eu tinha 10 anos e ainda jogava Pokémon no meu GameBoy verde.
Fui encontrar com a Jeeh, minha namorada, menina esperta que comprou ingresso pra pista premium, assim como todas as outras pessoas que eu conhecia e que foram ao show. Saindo da minha casa no Butantã, para a casa dela, no Morumbi, até o local do show, a Arena Skol Anhembi, bastante trânsito e lentidão e, chegando lá, uma grande fila já se formava, suavizada pelo amigo Duh, que estava esperando desde cedo por lá.
No último momento, pulei da desorganizada fila que levava a pista premium para a caótica fila da pista comum. Não fazendo quase nenhum esforço, fui um dos primeiros a entrar na Arena, e, sem ser revistado, fui calmamente para a grade, por volta das 16h15 onde notei algo, no mínimo, ridículo. O espaço reservado a galera que tinha ingresso premium era enorme, fazendo com que quem não estivesse na grade da pista comum, ficasse muito afastado do palco, sendo forçado a ver o show pelos dois telões colocados nas laterais. Sei que essa prática de "ingresso premium" é comum (embora eu discorde dela), mas, desta vez, a distância imposta pelos organizadores foi algo totalmente desrespeitoso.
Acomodado, comecei a prestar atenção no público e como a banda tem um público que é dividido em duas gerações. Era nítida a diferença de idades, com gente mais velha, que acompanha a banda na sua fase mais, por assim dizer, punk, em discos como Dookie e Nimrod, e, por outro lado, gente em sua (pré-)adolescência, que embarcou no sucesso dos dois últimos discos, American Idiot e 21st Century Breakdown.
Enquanto esperava as seis horas marcadas entre a abertura dos portões e o horário do início do show (algo que também me deixou irritado, poderiam ter pensado melhor esse intervalo), via muita gente cansada, debaixo de um sol muito forte, uma menina lendo as letras das músicas em um canto, um grupo estudando para a prova do dia seguinte, brigas com os seguranças, gente ansiosa pelo show, enquanto outros cochilavam em pequenos espaços sombreados. Os vendedores de bebidas estavam bastante frustrados, um deles até reclamou que, mesmo vendendo bastante água, não tinha nenhuma pessoa bebendo cerveja, que é a maior fonte de renda destes trabalhadores. Aliás, cigarros, bebidas alcoólicas e drogas ilícitas foram coisas pouco vistas (por mim) no meio do público, coisa que me chamou a atenção, sendo um show de uma banda que fala abertamente sobre estes assuntos em suas músicas.
Com o passar das horas, o Anhembi vai enchendo, pessoas vão passando mal, sendo retiradas pelos bombeiros, que vez por outra dividem o espaço nos telões com as pessoas da platéia que iam sendo filmadas por câmeras espalhadas pelo local. No meio da galera, pessoas fantasiadas de Cup Noodles ambulantes promoviam a marca até que, meio escondido, sem nenhum aviso, Tré Cool aparece rapidamente num canto do palco com a mesma fantasia, provavelmente ignorando que se tratava de uma ação de marketing e dá uma breve acenada ao público.
Às 20h30, sobem ao palco Chuck e Badauí para introduzir a banda de abertura, explicando que a MTV realizou um concurso para definir que banda abriria o show e os vencedores foram os paranaenses do Nevilton, que já subiram no palco sendo vaiados e xingados, coisa realmente idiota e decepcionante. Claro, o som da banda não casava com o do Green Day, que era o motivo de todos os presentes estarem lá. Mas daí a xingar uma banda só porque ela está "atrasando" seu show é criancice.
Puxando para um som mais indie, provavelmente mais acostumados a tocar em lugares pequenos, o grupo se mostrava um pouco tímido na primeira música, um pouco parados, mas com o tempo foram se soltando e começaram a incentivar o público a participar, se não cantando, pelo menos dançando e pulando. Em sua segunda música, mais trabalhada que a primeira, o volume da guitarra foi ajustado, o vocalista Nevilton estava mais afinado, o baixista Lobão começou a agitar bastante e o baterista Chapolla se mostrava mais à vontade, fazendo pequenos malabarismos.
Conscientes de seu papel de banda de abertura, a banda se utilizou disso para chamar o público, repetindo por várias vezes que "em instantes veriam o Green Day", e frases do gênero. Mais para o final do show, depois de algumas breves passagem de noise, e com o público já respondendo bem ao show, Tré Cool aparece rapidamente por trás da bateria de Chapolla, levando o público ao delírio.
Com o fim do show, e ouvindo o som deles na minha casa, minha conclusão foi a de que a banda é boa, realmente gostei das músicas, mas, infelizmente, o público médio que estava no Anhembi preferiu começar a vaiar e xingar a banda antes mesmo do primeiro acorde. A escolha talvez tenha sido infeliz, dada a distância dos gêneros das duas bandas, com certeza o Nevilton teria se dado melhor em outro show, mas, na minha opinião, a apresentação foi válida e me apresentou uma boa banda que ainda não conhecia.
Nesse momento, o público já devia somar 20.000 pessoas, público pequeno para o local, que deixou espaços nas partes mais afastadas do palco, ficando longe de sua lotação máxima. Às 21h30, meia hora antes do anunciado, sobe ao palco o Drunk Bunny, marca registrada dos shows do Green Day, dançando YMCA, do Village People e virando garrafas de cerveja. Logo em seguida, um playback de Song of the Century marca o início do show, que abre com 21st Century Breakdown, que já mostrava o que seria a proposta da apresentação dali pra frente: explosões, chuvas de fagulhas, trabalho de iluminação e som perfeitos, lança-chamas e uma grandiosidade que fazem a palavra "show" soar pequena para o verdadeiro espetáculo que começava a se desenrolar.
Já com o público na palma da mão, cantando junto, pulando, chorando, gritando, realmente extravasando, na segunda música, Know Your Enemy, acontece a primeira mudança de palco, sendo revelada uma bandeira com o logotipo atual do Green Day. Aliás, as mudanças de palco foram freqüentes, de acordo com as músicas que eram tocadas, o que criou uma certa linearidade no show, apesar de serem incluídas muitas músicas no setlist original.
Continuando, logo na terceira música, East Jesus Nowhere, um dos momentos mais emocionantes do show, quando Billie Joe pede que uma criança venha ao palco e sobe o pequeno Gabriel, que, enrolado na bandeira brasileira, recebe a tradicional "salvação" no trecho "A fire burns today, of blasphemy and genocide. The sirens of decay will infiltrate the inside." Finalizando a primeira parte do show, as primeiras músicas fora do último disco, Holiday, Nice Guys Finish Last e Give Me Novacaine e Letterbomb.
Logo após, a troca de palco para uma bandeira vermelha e preta retratando uma figura branca crucificada, abrindo caminho para a esperada dobradinha Are We The Waiting + St. Jimmy, cantadas em uníssono pelo público, sendo que Billie Joe por várias vezes deixava o microfone de lado. Após juras de amor ao Brasil e a São Paulo, repetiu a frase que lançou no entrevista coletiva antes do início da turnê brasileira "this is not a party, this is a fucking celebration!" e emendou Boulevard of Broken Dreams.
Após isso, mais uma troca de palco, com o logotipo antigo do Green Day dá início a parte mais esperada do show pra muitas das pessoas presentes lá: músicas da fase pré-American Idiot. Confesso que fui esperando essa parte, na minha opinião melhor, mas acabei sendo surpreendido com a força que as músicas novas tem ao vivo. E dá-lhe Burnout, F.O.D. e Geek Stink Breath, música que, gravada, não vejo muita graça, mas ao vivo ficou bastante poderosa.
Agora uma pequena nota: Desde que ouvi J.A.R. (Jason Andrew Relva) pela primeira vez, ela se tornou minha canção favorita da banda, porém, sendo um b-side da banda, não tendo aparecido em nenhum disco oficial, a não ser na coletânea International Superhits, já dava como certa sua ausência do setlist. Pra minha surpresa e felicidade, Billie Joe apontou para o meio do público e alguém pediu para tocar a música. Nessa hora, todas as minhas expectativas foram superadas e cantei forte como nunca. Daí pra frente o que viesse era lucro. Ou não.
Seguindo com mais músicas antigas, como Stuck With Me, Dominated Love Slave, Paper Laterns e um trio que deve ter trazido lembranças a todos os presentes que conheceram a banda na década de 90: 2000 Light Years Away, Hitchin' a Ride e When I Come Around. Logo após, uma sequência com passagens de covers de músicas famosas com Iron Man/Rock'n'Roll/Sweet Child O' Mine/Highway to Hell/Baba O' Riley/Eruption/Master of Puppets, seguidas por Brain Stew e Jaded, que pra mim tiveram o mesmo efeito de Geek Stink Breath.
Em seguida, a banda começa a tocar o hino adolescente (pelo menos na minha época adolescente era hino) Longview e escolhe um fã para cantar ela em cima do palco. Aí veio mais uma surpresa agradabilíssima: O garoto realmente mandou muito bem, pirou no palco, dançou, conduziu o público, beijou Billie Joe, abraçou Mike Dirnt, tocou bateria junto com Tré Cool, se jogou no chão e saiu aplaudido sob um coro de "Gordinho! Gordinho!", com Billie dizendo que esse foi o melhor e mais maluco vocalista a subir para cantar alguma música de toda a turnê.
Cada vez mais, era nítido como os três integrantes, além dos músicos "contratados", como os dois Jasons, já parte da banda há muito tempo, se divertiam no palco, não apenas tocando por obrigação, sempre fazendo piadas, não se importando em errar algumas notas, até mesmo rindo desses erros, com uma presença de palco realmente invejável, com sorriso estampado na cara e, claro, ajudados pelos milhares de efeitos especiais. A certa altura, começaram a atirar com as famosas armas de água, logo depois, armas que soltavam papel higiênico e, por fim, camisetas (droga, quase peguei uma!).
Em seguida, Basket Case, talvez a música mais conhecida e emblemática do grupo. O que eu posso dizer? Mesmo não sendo uma das minhas músicas favoritas do Green Day, assim que ela começou a tocar, um filme de toda minha adolescência passou diante de mim e, vou confessar... chorei, foi inevitável.
Seguindo com She, após uma breve pausa, todos voltam ao palco fantasiados e travestidos, anunciando o início da engraçada King for a Day, que foi emendada com um cover de Shout, em que todos os membros da banda foram para a frente do microfone cantar, na ordem, Billie Joe, Tré Cool, Mike, seguidos pelo guitarrista Jason e pelo, então saxofonista (normalmente tecladista) Elvis (na verdade, o outro Jason fantasiado de Rei do Rock), que fez uma bela apresentação. Ao fim da música, Tré Cool ajoelhou na frente de Billie e começou a desabotoar sua calça, provocando muitas risadas e uma sincera falta de jeito no vocalista. Seguiu outra sequência de covers com Break On Through /(I Can't Get No) Satisfaction / Hey Jude.
Mais uma troca de palco, com uma bandeira com as duas caveiras da turnê e tocam 21 Guns, momento extremamente emocionante da noite, com uma cachoeira de fagulhas interminável, realmente de encher os olhos e Minority, com muitos efeitos de lança-chamas. Em seguida, a banda se retira.
Na volta, tocam American Idiot e, falando que a próxima música fala sobre cada um dos presentes, Jesus of Suburbia, cheia de efeitos de luz, com chuva de papel picado e público ensandecido no que talvez tenha sido o ponto alto do show para a maioria. Mais uma vez, a banda sai do palco.
Após algum tempo, Billie Joe volta sozinho, para tocar Whatsername, seguida de Wake Me Up When September Ends, quando o resto da banda entra no meio da música, que é emendada com a bela Good Riddance (Time of Your Life). Chega ao fim o show, com Tré Cool distribuindo um calhamaço de baquetas para o público, palhetas inumeráveis voando do palco e uma sensação de transe presente em cada rosto.
Posso dizer, com toda a certeza, que foi não o maior, mas o melhor show, ou melhor, espetáculo que eu já presenciei até agora na minha vida, além de ter sido extremamente significativo. E, sinceramente, acho uma tarefa bem difícil ser superado. Espero que esteja errado e que alguma próxima apresentação me surpreenda ainda mais, quem sabe do próprio Green Day.
Setlist:
01. Song of the Century (Playback)
02. 21st Century Breakdown
03. Know Your Enemy
04. East Jesus Nowhere
05. Holiday
06. Nice Guys Finish Last
07. Give Me Novacaine
08. Letterbomb
09. Are We The Waiting
10. St. Jimmy
11. Boulevard of Broken Dreams
12. Burnout
13. F.O.D.
14. Geek Stink Breath
15. J.A.R. (Jason Andrew Relva)
16. Stuck With Me
17. Dominated Love Slave
18. Paper Lanterns
19. 2000 Light Years Away
20. Hitchin' a Ride
21. When I Come Around
22. Iron Man / Rock 'n' Roll / Sweet Child O' Mine / Highway To Hell / Baba O' Riley / Eruption/Master Of Puppets
23. Brain Stew
24. Jaded
25. Longview
26. Basket Case
27. She
28. King For A Day
29. Shout/Break On Through/(I Can't Get No) Satisfaction/Hey Jude
Foi em 23 de outubro de 1906 que Santos Dumont levantou voo pela primeira vez com seu 14 Bis e se datou no Brasil o Dia do Aviador. Logo, em comemoração, não poderia falar de ninguém menos que A Banda de Joseph Tourton.
Lembra há uns textos atrás quando disse que eles fariam show DE GRAÇA no Centro Cultural São Paulo em 21 de outubro?! Pois é, se você esqueceu, 301 pessoas não e puderam contemplar um bom show no final do expediente, o 4º deles em São Paulo.
16 Minutos abriu o show dos jovens garotos. Em conversa com o multiinstrumentista Gabriel Izidoro (guitarrista, flauta e escaleta), 19, tirou a minha curiosidade e disse que a maioria das músicas são feitas em jam, ou seja, no improviso, se juntando e deixando rolar. E a 16 minutos (que tem na verdade 5 minutos e 24 segundos) foi a primeira música da banda, resultado de uma dessas sessões, e adivinhem quantos minutos tem a versão bruta?
O som é muito maduro e introvertido. O show tem a segunda característica e a presença de palco ainda parece estar em segundo plano para os garotos que parecem se preocupar mais com a música em que estão tocando. Ainda falta algo no ao vivo, mais desenvoltura e desenvolvimento musical, talvez.
Sobre a escolha de uma banda instrumental, Gabriel diz que “simplesmente aconteceu. Ainda não apareceu um vocal mesmo, Ninguém da banda despertou isso também”. Mas isso não parece ser uma preocupação, pois A Banda de Joseph Tourton tem a consciência de que “a música é livre, velho” e isso é o mais importante. Sobre as influências, “toda música é influência”, aí eu não perguntei mais nada, estava ótimo saber que o pensamento é esse.
O pianista pop‐erudito Vitor Araújo fez uma participação especial tocando o piano elétrico Fender Rhodes entre caretas sorrisos e muita competência nas músicas A Festa de Isaac e 100M. Essa última surgiu de outra banda que eles tinham chamada Stage One. “Era uma banda emo nada a ver, era morgado, era ruim. Mas essa música era boa e a gente quis aproveitar. Tinha esse nome mesmo, 100 metros, mas não sei por quê”.
Muito aplaudidos, a banda deixou um gostinho de quero mais e o pessoal até ficou esperando, mas não aconteceu e #3 fechou em grande estilo a apresentação de oito músicas.
Em turnê com a banda argentina Falsos Conejos, o Joseph Tourton tocou no mesmo dia no Studio SP, junto com Macaco Bong, participando do coletivo do Circuito Fora do Eixo. Mas eu tive que ir pra casa dormir. Setlist
16 Minutos
Lembra o Que
Triunfo de Salomão
Provolone
A Festa de Isaac
100m
Aquaplanagem
#3
Eu tinha combinado de ir de Luigi, trollei e o Mario não guentou #dorrrgas
O terceiro dia de festival foi mais suave. Dessa vez resolvi ir todo errado: sem ingresso, com o dinheiro contado e de moto - e tava frio, muito frio pra ir, imagine a volta. Chegando lá algo nada surpreendente, o estacionamento pra moto também era R$50! Após discussão em vão, lá fomos eu e uma amiga rumo ao Queens Of The Stone Age (QOTSA para os mais íntimos), já que havia perdido o Mombojó e o Bnegão e os Seletores de Frequência.
No estacionamento mesmo já passamos a mão em nossos ingressos especiais (pagamos R$80 inteira na pista comum na mão dum cambista), fomos comprar um gorózinho e um tio fez uma garrafa de Jurupinga a preço de dose pra gente. Ir errado até que deu certo e, enfim, entramos pelos portões do festival que já está prometendo System Of A Down para 2011 (Du-vi-do! Quero muito estar errado).
Dentro do espaço, vimos de longe o Incubus tocar. Morno, mas como não sou super fã nem nada, fiquei lá sentado com uma galera e curtindo o som. Em seguida, era a vez do QOTSA dominar o palco e o público, mas atrasou e a ansiedade fez parecer aquela uma hora de estorvo uma eternidade. Esperamos e esperamos e esperamos, até que então a voz do vocalista Josh Homme anuncia em inglês “Faz tempo, hein” e os riffs de guitarra do Troy Van Leeuwen anunciavam a entrada mais que perfeita com o hino que bota medo em todas as mães: Feel Good Hit Of The Summer.
Foto por Yuri Kiddo
alguém consegue ver o tio Josh daqui?
Embora com alguns problemas na guitarra do Troy, a Rainhas da Idade da Pedra se saiu muito bem no palco. Josh que era um sex symbol do rock com aquela pegada meio Elvis Presley, agora tá só o caroço, gordo e velho; e a setlist poderia ter sido um pouco melhor, não teve nenhuma do primeiro álbum, homônimo de 1998, por exemplo (cadê a Mexicola, caceta?). A reação do público também foi morna, ninguém parecia realmente entender o que é a presença do Queens Of The Stone Age ou o que é o stoner rock de verdade. Geral curtiu, mas não rolou uma fritação como no Rage Against The Machine, não teve sequer um bate cabeça (eu até comecei um com um outro cara lá, mas ficou só na gente mesmo). Mesmo assim, um dos melhores shows do $WU, com certeza.
Por conta do atraso, cortaram a Misfit Love, bem uma das poucas legais do último CD, Era Vulgaris (2007). Podiam ter cortado 3's & 7's, Do It Again, Burn The Witch ou até mesmo a Little Sister, que pouco empolgam. Aliás, desde a saída do baixista Nick Oliveri, em 2003, a banda nunca mais foi a mesma. Mas a redenção aconteceu no final do curtíssimo show da banda, quando eles foderam tudo com o combo I Think I Lost My Headache, Go With The Flow, No One Knows e fecharam com a sinistra e uma das minhas favoritas, A Song For The Dead.
Daí sabe quando o cara goza antes da hora e acaba tudo antes da hora?! Foi isso que aconteceu com o Queens, o show simplesmente acabou no ápice da excitação e eu nem acreditei, fiquei lá esperando com aquela cara de “Já?”, decepcionado mais uma vez com o $WU. Pra quê pau grande se a gozada é precoce?
Segue a setlist:
Feel Good Hit of the Summer The Lost Art of Keeping a Secret 3's & 7's Sick, Sick, Sick Monsters in the Parasol Burn The Witch Long Slow Goodbye In My Head Little Sister Do It Again I Think I Lost My Headache Go With The Flow No One Knows A Song for the Dead
Foto por Yuri Kiddo
söl brazirleño,, non dessist ok//11111 =88
Em seguida, o Pixies fez um puta show. Não conheço muita coisa nem me atrevo a resenhar aqui, mas a banda que influenciou o Nirvana e tantos outros grupos influentes sabe muito bem o que faz e chamou muito minha atenção. Respeito.
No Linkin Park dei as costas e fui embora (e foi a melhor coisa que eu fiz) enfrentar o maior frio que eu já passei na minha vida, de moto na estrada a 8ºC, e ainda por cima, me perdi! Putaqueopariu!
Agora é trampar pra caralho e juntar o tesouro que eles cobram pra ir no ano que vem!
A ideia de ser um evento sustentável e todo esse papinho verde, foi tão ecocapitalista quanto o discurso da Marina Silva, e serviu direitinho pra mídia abraçar e divulgar o $tart With You. O nome em inglês, na minha humilde opinião, já é um erro.
garele na pirassaum
Chegando lá, o espaço é muito bom, tem uma baita infra-estrutura e tinha uma roda-gigante bem dahora, uma torre iluminada de garrafinhas Heineken muito bonita e um labirinto de pet bem legal também, mas que acabou virando mijódromo. Palcos espalhados pelo espaço e cheios de luzes deixavam tudo muito bonito. Mas vamos as práticas:
- O festival de sustentabilidade tem os lixos escondidos, eu mesmo não vi nenhum.
camelação do povo a caminho da entrada: tava frio viu!
- Cobrar R$100 pra eu deixar o carro no sereno, no meio de um lugar cheio de terra torcendo pra não chover e depois ter que andar pra caralho e magicamente tentar descobrir onde foi que eu parei o carro depois, por não ter uma única sinalização sequer, realmente, é sustentável, me fez andar.
- Fila, fila e mais fila, pra tudo: bar, banheiro, balada, lanchonete...
- Superfaturamento: lanches caros (R$12 o X-Bacon e se liga na foto do lanche), estacionamento caro (R$50 e R$100), shows caros (R$240 por dia), cerveja cara (R$7), água cara (R$5)
- O banheiro simplesmente não rolou. Devia ter uns 100 banheiros químicos um do lado do outro, mas tinha 60 mil pessoas! Na área das cabines, o lugar inteiro estava lamacento de mijo e fedendo. E dentro da cabine, cocô e mijo por toda parte – certo, isso não é culpa do evento, e sim dos animaizinhos chamados seres humanos, mas que devia ter mais banheiro, isso com certeza.
- geral passou a rapa nos vacilão. Traduzindo: furtos e mais furtos de celulares e câmeras e afins, e a organização do $WU foi completamente omissa.
- Som baixo. O pessoal reclamou muito principalmente do show dos Los Hermanos, que dava pra conversar numa boa como se não houvesse um show acontecendo. Além do próprio Mars Volta, Rage Against The Machine, Incubus, Queens Of The Stone Age e Pixies que eu estava presente
- Até pra acampar tinha a segregação social de comum/premium. Um evento sustentável de verdade deveria pregar a igualdade e o não-consumo. NOT!
burlando o sistema!
- Não podia entrar com comida de fora, todos tinham que consumir apenas as tranqueiras que eles disponibilizavam. De uma reportagem do G1, "Segundo Fischer [organizador do evento], a medida foi por segurança alimentar. 'Não é questão de querer ganhar dinheiro. Nós somos responsáveis por quem passa mal aqui dentro, não podemos deixar entrar comida que não sabemos da onde veio', disse. O estudante Mário Palhares afirmou que apenas alimentos de uma das patrocinadoras do evento, puderam ser levados para dentro da arena. Fischer rebate. 'Isso é teoria da conspiração. As revistas foram feitas pela PM. A PM está preocupada com armas e drogas. A PM não vai ficar olhando barrinha de cereal para ver de qual marca ela é', afirmou". Poisé rapeize.
Resumindo, trouxe gente grande e eu agradeço por isso, porque ver algumas bandas preferidas foi realmente muito foda pra mim. Mas eu vou xingar muito no Twitter por ter gastado uma grana que eu não tenho e sabe-se lá quando vou recuperar esse dinheiro; pelo som que tava uma bosta; e por tratar todo mundo que não é premium feito gado. isso o Estado brasileiro já faz muito bem, obrigado!
Sustentável meu ovo, $WU.
Teve um jovem no Orkut que fez uma reflexão muito boa do festival:
Reflexão Social do Evento
Apesar de não ter realmente sido uma reflexão sobre sustentabilidade ele festival teve uma grande reflexão social no que eu pude ver.
Ele foi uma mini-maquete viva da sociedade moderna em que vivemos!
Uma Organização/Governo
Pessoas que são base para que o sistema funcione e que todos possam viver bem e com a maior qualidade possível, pelos menos era pra ser, esses cara acabam pensando apenas no seu lucro e dividindo de modo elitista sem se importar com como estavam os menos remunerados. E apesar disso sempre querem mostrar que são Boa gente, e fingir que estão fazendo o contrario, com mentiras e omissão do seu "trabalho".
Autoridades/Policiais, Bombeiros e Seguranças
Pessoas trabalhadoras como quaisquer outras que pra se sustentar tem que obedecer a organização/governo para manter a ordem, por isso tem autoridade sobre os demais. A partir disso temos bons profissionais que se importam em ajudar o público e acreditam no que fazem, e ao mesmo tempo temos outros que ajudam com violência e omissão a tomar uma atitude que realmente ajude quem eles devem proteger.
Povo
O Povo no meio disso tudo como uma gigantesca maioria acaba sendo divida em duas partes, uma pequena elite privilegiada e bem acomodada, e do outro lado um povo formado pela maioria que graças a falta de atitudes da Organização e de algumas autoridades acaba ficando em uma péssima situação e ao tentar reagir acaba prejudicando também a elite bem confortada que acaba ficando nem tão bem confortada assim.
Conclusão
Graças a essa organização totalmente falha e a falte de atitudes para concertar os seus erros eles quase conseguiram tornar o show de uma banda que pessoas esperam pra ver a mais de 10 anos em um completo fiasco.
OBS: Se realmente se importassem com o público eles tinham tirado essa área premium pros dois segundos dias!