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2 de fev. de 2011

1ª You & Me on a Jamboree de 2011 - Só para amigos


Como promessa é dívida, aqui estou eu para dar um aviso do Jurassic Soundsystem: PEGUEM SEUS CAPACETES, pois vamos precisar para a 1ª You & Me on a Jamboree de 2011. A festa mais elegante e pedrada de toda São Paulo acontece no dia 5 de fevereiro no CCPC e promete ser a primeira de muitas Jamborees históricas do ano.

Jurassic soundsystem, Reggay 420 e RoodBoss (BH) vão tocar a noite toda as pedradas que eles trouxeram diretamente da Jamaica, viagem que fizeram em dezembro de 2010. Original Styla, quem não for é vacilão! POW POW POW!

CCPC
RUA GENERAL JARDIM 269
5 DE FEVEREIRO - SÁBADO
R$ 15 PORTA
R$ 12 LISTA (FESTAJAMBOREE@GMAIL.COM)
23 HORAS

8 de dez. de 2010

Eu e você na Jamboree



Nesse sábado (4) rolou a última Jamboree do ano no novo CCPC, agora lá na General Jardim, na rua das mulheres de duas cabeças. Pra quem perdeu, meus pêsames - prometo avisar quando tiver a primeira de 2011 -, mas pra todos os mais de 500 roots presentes, a festa foi animal! (tão animal que a festa foi sábado e eu só estou conseguindo escrever agora).

Comandada pelo Jurassic Soundsystem e Reggay 420, a Jamboree é uma das festas mais undergrounds de reggae e vertentes de São Paulo. Só pedrada musical nas pistas da Skapererê: ska, rocksteady, skinhead reggae e muita pedrada anos 70 que só se ouve nos discos, dubplates e pick-ups desses caras e crew.

A dobradinha com duas pistas simultâneas também contou com os DJs da Talco Bells – a maior festa soul da cidade - tocando só a nata do soul e cumprindo o prometido: que todos iriam voltar pra casa com os sapatos furados e cheios de talco.

No lounge, a presença de duas das mais finas seleções de Roots de São Paulo, Hail Him e Africa Mãe do Leão em parceria com Kulcha Sounds fizeram uma celebração pesada aos anos 70.

O dahora da festa é também o espaço: o CCPC mistura anarquia e morfismo com paredes pixadas, pisos diferentes num mesmo ambiente e shapes de skate pendurados. O que estava meio ruim era a iluminação, praticamente extinta, deixando a pista bem escura. (E mesmo nessa escuridão, quem eu trombo novamente sem combinar nada? Gigo e Berg!)

Depois disso tudo ficou muito nevoado e não lembro mais nada.

Fiquem com uma seleçãozinha de boa do Jurassic:

Podcast You&Me Duke Reid by youandmeonajamboree

7 de ago. de 2010

Rockers - The Movie

É galera, definimos agora dias certos pra postagem, chega sábado e como sou um fudido essa pica sobro pra mim. Tudo bem então, pra inaugurar meu dia de postagem, resolvi falar sobre um filme que eu tenho e gosto muito, filme que eu tive a felicidade de ganhar de presente da Bruna Furlan, uma menina muito chata.

Bom, o filme se chama Rockers - The Movie, muita gente já deve ter ouvido falar, pois é famoso por ter participação de vários astros do Reggae Jamaicano. O filme é de 1977 e foi dirigido por Ted Bafaloukos, um talentoso diretor grego que fez da história de Leroy "Horsemouth" Wallace um grande um filme.

Leroy Wallace é o protagonista da história e vive ele mesmo, um dos melhores bateristas de reggae da Jamaica. A história se dá quando Horsemouth decide que virar um vendedor de discos na Jamaica, pedindo dinheiro emprestado para amigos e alguns músicos pra comprar uma moto para poder fazer suas vendas. O filme vai seguindo em torno das desventuras de Horsemouth, que é levado entre situações cômicas e inacreditáveis.

Um dos fatos mais interessantes dos filmes são as atuações de músicos como Peter Tosh, Bunny Wailer, Gregory Isaacs, Robbie Shakespeare, Lee Perry e Burning Spear, que aparece em uma das cenas que eu mais gosto no filme, no lago, quando ele e Horsemouth falam sobre sua moto roubada, e Burning canta Jah No Dead. O filme mostra o cenário underground jamaicano na época, onde o próprio músico distribuia seus discos.

Rockers é um filme incrível, é ver uma cultura tão interessante sendo retratada perfeitamente, com a influência de seu principal cartão de visitas: a música.

22 de mai. de 2010

OBMJ - Skabrazooka - Hora de Dançar Ska


Aproveitando o embalo da Virada Cultural, resolvi hoje postar sobre uma das bandas que tocaram lá e eu pude ouvir, a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana. Banda que surgiu em 2005, com a idéia de tocar ritmos originalmente jamaicanos, como ska, rocksteady e early reggae. Como já vimos aqui o ska surgiu da mistura de outros ritmos e, partindo disso, pra mim faz todo sentido que o ska também se misture com outros ritmos. Então tiveram a idéia de começar a lançar clássicos de música brasileira nesses ritmos. Com clássicos como Águas de Março, Barquinho, Samba de Verão e Garota de Ipanema tocados em ska, a OBMJ me chamou muita a atenção.

Eu já conhecia a banda antes da Virada, mas pude ver, durante o show, que mesmo quem não conhecia a banda conseguia acompanhar as músicas por se tratarem de clássicos da nossa música. Realmente a galera se empolga com eles, um ritmo dançante em letras já conhecidas.

A OBMJ foi idealizada pelo músico e produtor Sérgio Soffiatti, guitarra e vocal (ex-baixista do Aditive) e pelo trompetista Felippe Pipeta, que logo se juntaram com Ruben Marley no trombone, Marcelo Cotarelli no trompete e flugel, Fernando Bastos no sax tenor e flauta, Igor Thomaz no sax barítono e alto, Fabio Luchs na bateria, Rafael Toloi no Baixo e Pedro Cunha nos teclados e lançaram seu primeiro EP, o Skabrazooka - Hora de Dançar Ska, além das músicas citadas anteriormente, ainda conta com o clássico O Guarani, de Carlos Gomes. Essa foi a música que mais me chamou a atenção no cd, ela era trilha do curta “Ilha das Flores”, documentário escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989 e foi colocada lá por ter um clima pesado. No começo do filme, com essa música ao fundo, aparece o letreiro: “Este não é um filme de ficção, existe um lugar chamado Ilha das Flores, Deus não existe.” Lembro que eu fiquei arrepiado vendo esse curta e ouvindo essa música senti a mesma coisa, só que, dessa vez, logo em seguida a música muda completamente, com a frase “Em Brasília é hora de dançar Ska”. Nessa hora, todo mundo entra em um ritmo alegre e realmente é hora de dançar ska.

No cd também tem uma música de composição da banda, intitulada Ska Around the Nation, música que conta com improvisos de quase todos os músicos da banda. Quem não conhece OBMJ, gostando ou não de ska, antes de mais nada tem que conhecer esse som, porque realmente é muito bom e, aliás, ainda não conheci um cara que eu mostrei e não curtiu.


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