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11 de set. de 2010

Charles Bukowski

Nascido em Andernach, na Alemanha, Charles Bukowski viveu a partir dos três anos nos Estados Unidos. Com milhares de poemas, centenas de contos e seis romances, tornou-se um dos maiores nomes da literatura boêmia do século XX.

Crescenco cercado pela decadência social e econômica pós crise de 29, Bukowski escrevia sobre tudo de podre que via e vivenciava, sendo ele próprio o narrador de muitos de seus textos. Muito álcool, cigarros, drogas, mulheres infiéis, pessoas vazias, falta de dinheiro, sexo e, principalmente, a noite urbana são temas (senão personagens) recorrentes em sua obra.

Charles é muitas vezes tido como um autor melancólico e depressivo, visão da qual eu discordo. Para mim, Buck tinha uma visão realista e crua da vida, apenas retratando-a de modo fiel à sua realidade, não necessariamente apelando para colocar elementos de fote carga emocional.


"É este o problema com a bebida, pensei, enquanto me servia dum copo. Se acontece algo de mau, bebe-se para esquecer; se acontece algo de bom,bebe-se para celebrar, e se nada acontece, bebe-se para que aconteça qualquer coisa"
Além de seus famosos textos, Bukowski produzia pinturas abstratas e bastante coloridas, às quais são atribuídos diversos significados.

Charles Bukowski morreu de leucemia aos 73 anos, em março de 1994, deixando um legado que serve como fonte de inspiração para muitos dos roteiristas, poetas, pintores, escritores, atores e artistas marginais em geral.




Site sobre Bukowski com enorme acervo de poemas, artigos, entrevistas, manuscritos, pinturas, fotos e até mesmo sua ficha no FBI.

17 de ago. de 2010

1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer


O livro 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer, é um dos mais divertidos, ainda que extremamente compromissados estudos atuais sobre música. Nele, se dividem opiniões de 90 jornalistas, músicos, teóricos e críticos de música de vários países com prestígio internacional, que chegam a uma compilação dos ditos 1001 discos mais importantes, emblemáticos, inesquecíveis ou mesmo queridos de todos os tempos, organizados por Robert Dimery e com prefácio de Michael Lydon, editor e co-fundador da revista Rolling Stone.

Em ordem cronológica, iniciando nos anos 50 e chegando aos anos 2000, os discos apresentados não caem em preconceitos ou limitações, indo do início do rock, com Elvis e Fats Domino, passando por big bands, punk, gospel, rap, pop, metal, jazz, blues, dance e chegando no indie do Franz Ferdinand, os discos são acompanhados de textos que mostram como a música influencia na política, sociedade e comportamento de uma época, além do legado deixado por cada um.

O blog de downloads nobrasil.org deixou à disposição TODOS os 1001 discos do livro, separados por décadas, além de discos presentes em edições antigas do livro que saíram em revisões posteriores. Ótimo link, mas recomendo com toda a força possível que comprem este livro, se deliciem com os textos e ouçam os discos recomendados.

21 de mar. de 2010

George Orwell - A Revolução dos Bichos


"Lembro-vos também de que na luta contra o Homem não devemos ser como ele. Mesmo quando o tenhais derrotado, evitai-lhe os vícios. Animal nenhum deve morar em casas, nem dormir em camas, nem usar roupas, nem beber álcool, nem fumar, nem tocar em dinheiro, nem comerciar. Todos os hábitos do Homem são maus. E, principalmente, jamais um animal deverá tiranizar outros animais. Fortes ou fracos, espertos ou simplórios, somos todos irmãos. Todos os animais são iguais."

Liderados pelos porcos Bola-de-Neve e Napoleão, baseados nos ideais do falecido porco Major, os animais de uma fazenda iniciam uma revolução contra seus patrões humanos, que os exploram a seu bel-prazer, fazendo-os trabalhar exaustivamente, roubando sua lã, leite e ovos e matando-os para carne e couro.

Apesar de alguns animais mais leais ou conservadores, a revolução é um sucesso e os animais expulsam os Humanos, tendo agora uma vida livre.

Com os porcos como liderança, os outros animais, cada um com um traço de personalidade indesejável, como manipulação, teimosia, alienação, acabam por causar confusão e inquietação na propriedade, o que culmina em uma eleição de um líder, que acaba sendo escolhido a força. De pouco em pouco, os animais vão se vendo tiranizados e escravizados como antigamente.

Uma alegoria à Revolução Russa de 1917, a sociedade utópica dos animais de George Orwell, após ser estabelecida, começa a afundar em corrupção, com um grupo sendo seduzido pelo poder e acaba traindo seus ideais iniciais, tiranizando e retirando a igualdade dos outros animais na mesma medida que seus rivais no início da revolução, os Humanos.