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2 de fev. de 2011

Coluna - Discos e Afins #01

A Discos e Afins é um coletivo musical. Ou algo do tipo.

Encontramos na música e também em outras formas de arte uma sensação inexplicável de completude. Vamos atrás dela sem nenhum motivo racional, apenas porque uma necessidade urge de dentro de nós.

Mas o que encontramos por aí, há muito tempo, são obstáculos que acabam desvirtuando essa essência da música. Meios de tentar fazer dela simplesmente mais um produto. Maneiras de enquadrar uma vontade tão instintiva em padrões de uma sociedade adulta corporativa.

Ao invés de bater de frente contra esse muro resolvemos tentar uma outra opção: fazer do nosso jeito. Construir possibilidades de realizar nossas vontade em um meio não-predativo, baseado na amizade e coletividade entre as pessoas e na vontade de construir algo com as próprias mãos.

Shows de graça: Acredite, existem pessoas dispostas a ceder algum espaço para a organização desses eventos. Seja uma livraria, um bar, uma loja de discos ou até mesmo a sala de estar ou quintal da própria casa. É possível trazer a experiência da música ao vivo de forma inimista para esses ambientes, fazendo do show um ambiente agradável de troca entre pessoas. Artista e público, não produto e consumidor.

Produção e distribuição de cd's: O costume de se produzir um cd independente físico tem se perdido devido as facilidades da internet e do download. Mas queremos o prazer de produzir e distribuir um cd físico com uma bela arte para que ele possa ser escutado enquanto o encarte é lido e apreciado. Para isso, reduz-se os custos de produção de cada cd com diferentes opções de embalagem que sejam econômicas mas que mantenham seu valor artístico. Cada unidade tende a custar menos de R$ 1. Os custos dessa produção são mantidos através de doações feitas nos eventos e qualquer lucro será usado para a produção de um próximo cd.

Os afins: Você desenha? Fotografa? Escreve? Faz vídeos? Zines? Quer lançar um cd? Tem algo a dizer? Então venha falar com a gente. Seja incorporando textos nas zines, desenhos aos encartes dos cd's, vídeos ao site ou expondo suas fotos nos eventos, estamos dispostos a levar a sua arte para outros lugares.

Se você se interessou pela ideia de alguma forma pode entrar em contato em:


discos e afins, janeiro de 2011.

"never mind what's been selling, it's what you're buying." - Fugazi

"it has to do with making your own way, in whatever field you find yourself in, outside of what the mainstream dictates, and for reasons other than the sell." - Jem Cohen, filmmaker

Essa foi uma pequena introdução as nossas idéias da Discos e Afins. Agora teremos esse espaço aqui no Underkrew, pra poder falar do que anda acontecendo, o que estamos planejando e promovendo. Sem contar em projetos em aberto, para quem sabe inspirar cada vez mais gente, e unir cada vez mais pessoas com as suas idéias. Tentaremos ser pontuais e termos algo todo mês, mas aí “não é sempre que se pode ganhar"

Nota do editor: As colunas assinadas por terceiros são de total responsabilidade dos mesmos e não refletem necessariamente as opiniões dos membros do UnderKrew.

16 de fev. de 2010

Esculturas SteamPunk



O termo Steampunk vem de livros que contavam histórias passadas na época da revolução industrial, onde as fábricas só utilizavam-se do vapor para mexer suas máquinas. Nesses livros, as pessoas construiam robôs gigantes movidos a vapor, tendo uma estética da época. Também são populares animes steampunks, como Gundam, Future Boy Conan e Steamboy que se apropriam do conceito de uma sociedade onde máquinas são bastante evoluídas, além de casos de ciborgues ou pessoas com implantes mecânicos.

Conheço um site que se chama StumbleUpon, que tem milhares de sites cadastrados e quando você aperta "stumble", ele vai pra qualquer um na lista, sendo que você também pode filtrar por temas os sites que você poderia achar interessantes. Navegando por ele, achei um site que consiste em uma coleção de esculturas e bonecos de temática steampunk do artista belga Stephane Halleux, alguns bastante interessantes, dêem uma olhada que tem bastante coisa boa por lá.

Mais aqui.

13 de jan. de 2010

Cinedisco - Baile de Gramofone

O Silêncio Até Que Ia Bem


Formado como um coletivo em 2005, o Cinedisco é uma banda que foge do agora clichê de "banda de internet". Depois da popularização do mp3 e de sites como o Tramavirtual e o Myspace, além da facilidade e redução de custo de gravações, ensaios e instrumentos, muitas bandas conhecem uma fama de forma relativamente rápida e sem tanto esforço quanto antigamente, o que tem seus pontos positivos e negativos.

O Cinedisco, claro, se utiliza da internet e de todos seus inúmeros recursos e serviços de divulgação, disponibilizando muito material gratuitamente. Mas além disso, foca-se bastante em seu material físico, tendo uma linha de merchandising inovadora e, mesmo em seus cds, como o ótimo Baile de Gramofone, inova.

O disco por si só já é completo, fazendo uma boa mistura de rock, pop, hardcore melódico e o emo dos anos 90 (considerado como o "emo real", do qual eu falei um pouco no post sobre o Brand New), utilizando-se também o Circuit Bending, que consiste na "alteração de pequenos circuitos eletrônicos - elementos de baixa voltagem, muitas vezes alimentados por baterias 9v como em pedais de guitarra, brinquedos e pequenos sintetizadores - para assim criar novos instrumentos e/ou geradores de som ou ruídos. Dando sempre ênfase a espontaneidade e aleatoriedade do processo e seus resultados." como está explicado no encarte do cd.

Este encarte, que é outro diferencial (e destaque) do Cinedisco, vem na forma de um livro de 32 páginas que, além das letras, possui ilustrações, sobreposições e colagens de Andrew Zarou e direção de arte de Bruno Pugens.





A formação do Cinedisco também é algo a ser notado, já que a cada música ela pode (ou não) ser alterada, por circunstâncias da banda, da canção ou apenas pelo gosto do inusitado e da espontaneidade.

A gravação e produção foi toda feita por Gabriel Zander (ex-Discoteque, ex-Noção de Nada, ex-Deluxe Trio e atual Zander) em seu estúdio Superfuzz, de maneira analógica.
Os destaques vão para as faixas Som Para Ana, Nada Platônica e Louvre.

Victor Hlebetz - Voz
Mateus Simões - Guitarra/Backing Vocal
Lelê Gins - Guitarra/Samplers/Piano/Sintetizador/Brinquedos
André Vieira - Baixo
Fernando Seixlack - Bateria/Percussão
Pedro Pezinho - Voz/Teclado/Piano/Theremin/Brinquedos














1 - Encontro Em NY
2 - Som Para Ana
3 - Nada Platônica
4 - Meus Problemas
5 - 38 Dias
6 - Mega Evento
7 - Quando Você Saiu
8 - Quem Precisa da França?
9 - O Fim Que Eu Mesmo Escolhi
10 - Louvre
11 - Apto. 1201
12 - Plebeu & Sinuca

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