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28 de out. de 2010

Zander, Dominatrix e Plastic Fire - Inferno Club (24/10/10)


E aí galera, aqui é o Ale falando! Domingo fomos cobrir o lançamento do CD Brasa, do Zander, no Inferno Clube aqui em São Paulo. Para isso, organizaram um show junto com duas bandas também cariocas, o Plastic Fire e as meninas do Dominatrix.
Tivemos alguns problemas na hora de escrever a resenha e cada um fez uma parte, sendo o Fel falando sobre o Plastic Fire, o Gigo sobre o Zander e eu fazendo as ligações e falando sobre o que aconteceu no show do Dominatrix.
Tudo explicado, então vamo lá! Depois de dar um rolê do Butantã até Santo Amaro, eu e o Fel fomos pra Augusta, onde encontramos o Gigo e o nosso antigo colaborador, Mako, que foi curtir um show preza com a gente.
Entramos eu e Fel na casa, enquanto os outros dois esperaram do lado de fora, trocando uma idéia com amigos. Em pouco tempo, começa o primeiro show.


Na sua quarta passagem em palcos paulistas, a banda Plastic Fire, uma das promessas do hardcore nacional, abriu as honras da casa com a música Há o Amanhã para o púbico que começava a lotar gradativamente a casa. Isso incluía a presença do vocalista Rodrigo, do Dead Fish, que se misturava entre as pessoas que observavam atentas os cariocas fazerem uma apresentação totalmente desinibida e segura de si.

A banda tocou cerca de 30 minutos, mostrando praticamente todas as músicas de seu álbum Existencia Parcial e até um cover da música A Fight and a Clash, dos americanos do Hot Water Music, pra levantar o público. Por fim o quarteto finalizou com a ligeira Futuro, sucedida pela Negativo, música que teve interação do público com um coro tímido entre cada refrão.


Nessa hora, fomos gravar uma entrevista com os caras da banda, mas, depois de vários pequenos problemas, como onde filmar, locais proibidos pra quem não fazia parte de bandas, etc, acabamos tendo de filmar a entrevista do lado de fora da casa e acabamos perdendo o show do Dominatrix, que, falando depois com nossa fotógrafa Karen, fã da banda, fez um show foda, alto, pesado e bastante forte. Durante a nossa conversa com os Plastic Fire, os mesmos falaram que queriam ver um show das meninas, já que o som é bem pegado.

O show do Zander começou por volta das 20:30, cedo mesmo, achei isso bom. Os caras sobem no palco e logo se nota a ausência de Phill, que, além de guitarrista do Zander também toca no Dead Fish. Por causa disso, nem sempre rola um encontro de agendas, fazendo com que a banda carioca já esteja acostumada a tocar sem um de seus guitarristas, mas nesse dia eu tinha certeza que eu já tinha visto Phill por ali.


O show começa com Como Arde, Sô!, música animada com uma bateria mais animada ainda, dando chance pros mosheiros de plantão já começarem o show dando um gás. Nessa hora eu tava lá no meio e deu pra curtir umas porradas de boa, mas como tô velho e já tinha me matado na sexta-feira em um show do Dead Fish, saí da roda e fui ver o show de canto, como de costume.


O show foi pesado, rolo música pra caralho, o set tava enorme mesmo, os caras mesclaram bem músicas de todos os CDs e deu pra rolar muita coisa boa. Do novo CD, o Brasa, que estava sendo lançado no dia, músicas como Humaitá, Motim e Linha vermelha, que são mais animadas, não podiam deixar de rolar. Meia Noite, uma das mais "baladas" do CD também rolou.


Um cara que tava curtindo o show aproveitou e entregou um bilhete pro Bil, pedindo pra que ele oferecesse a música Dialeto pra sua garota. Depois disso eu não sei porque tava de longe, mas o Ale que tava ali do lado disse que deu certo e a menina ficou bem feliz.
Simples Assim também rolou e Sunglasses, uma música que eu tô ligado que uma galera tava esperando ver não rolou. Auto Falantes não ficou de fora enessa a galera pirou mesmo.


Do segundo cd rolou também Ponte Aérea, uma das minhas favoritas, e Senso e do primeiro, Pólvora, Dezesseis, música que todo mundo sabe cor e canta forte, Em Construção, outra que a galera já tinha de cor, acompanhando o Bil durante a música toda. E ainda uma surpresa: os caras fecham o show com Ar, mas a surpresa não vem daí, já vi os caras fechando show com essa música. A surpresa é que o Bil chama o Phil pra tocar essa música e o maluco faz seu trampo como o esperado, toco pouco ele viu!

Fotos por Karen Lusvardi
Vídeos por Ale e Mako
Veja mais vídeos aqui

15 de set. de 2010

Zander - Brasa

O Gosto É De Cachaça, Ao Menos Foi De Graça.

Hoje, dia 15/09/10, foi lançado em formato digital, através do Tramavirtual, Brasa, o novo trabalho dos cariocas do Zander, banda que já foi bastante citada aqui no UnderKrew.

Sendo seu primeiro full-lenght, traz 11 faixas de altíssima qualidade, assim como tudo que veio da banda até agora, como seus EPs Em Construção e Já Faz Algum Tempo. Também como nos trabalhos anteriores, a arte (o que foi liberado até agora, já que quando escrevo este texto, a versão física ainda não estava disponível) parece ser um ponto de grande preocupação da banda, assinado por Leo Vilas.

Sendo o primeiro registro da atual formação, com Marcelo Adam no baixo, o disco mantém a pegada já característica do Zander, com linhas de guitarra complexas e marcantes, o vocal forte e inconfundível de Bil e uma cozinha pesada e empolgante.
Destaque para as músicas Auto Falantes, que abre o disco já mandando aumentar o volume até distorcer, Até a Próxima Parada, que nessas minhas primeiras execuções do disco, foi a música que mais me chamou atenção, especialmente pela pegada, que, sempre grande no Zander, conseguiu chegar a um nível absurdo nesta faixa, Simples Assim, talvez a melhor letra da banda, rivalizando com as já conhecidas Dezesseis e Senso e, a primeira música em inglês do Zander, a bela Sunglasses.



O disco inteiro está disponível para download no Tramavirtual.
01 - Auto Falantes
02 - Terreiro
03 - Linha Vermelha
04 - Todos Os Dias
05 - Até A Próxima Parada
06 - Motim
07 - Meia Noite
08 - Humaitá
09 - Simples Assim
10 - Sunglasses
11 - Sem Fim

16 de mar. de 2010

Zander, Stripclub e Avec Silenzi - Outs 13/03/10


Um ano de banda, lançamento de clipe, bandas amigas e tudo conspirando a favor do Zander para mais um show memorável da banda em São Paulo.

Depois de abrir o show de lançamento do DVD do Garage Fuzz com um show inspiradíssimo, a promessa para a apresentação de sábado era de algo no mínimo parecido.

Chegando no Outs, eu e Mako nos encontramos com nossa nova colaboradora Jeeh. Descemos a Augusta até o Outs, onde encontramos o Gigo e seu amigo Berg. O show estava marcado para começar a meia-noite, mas não se ouvia nenhum som saindo de dentro da casa e acabamos ficando em um bar próximo até as 1:30, quando adentramos a casa, infelizmente após o fim da apresentação do Avec Silenzi, banda instrumental que, pelo comentário geral, era bem redondinha e contava com músicas que começaram a preparar o clima do público.
Quando entramos, começa a apresentação do Stripclub, atual banda do ex-baterista do Deluxe Trio, Bola. O power trio apresentou músicas que flertavam com o stoner rock e o rock alternativo da década de 90, fazendo um som bastante complexo e interessante durante 40 minutos de show. Após uma rápida troca de palco, sobe ao palco o grande nome da noite, Zander. Antes de começarem o show, o telão do Outs exibe o lançamento do clipe da música Dialeto, gravado na própria casa.
Com a galera toda cantando junto, o show se inicia com a forte Pólvora, seguida de Pegue a Senha e Aguarde. O público, mesmo não enchendo a casa, ocupava boa parte do Outs e cantava alto todas as músicas. Continuando com Como Arde, Sô, que causou verdadeiro frenesi no público. Seguindo com Dialeto, era assombrosa a disposição de Phil, que havia terminado de chegar de um show com o Dead Fish, acompanhado de uma garrafa de Bacardi Oro.

Sempre ponto alto nas apresentações do Zander, Depois da Enchente, com Bil deixando a parte vocal da música para o público, realmente emociona. O Mako me disse que, sendo o primeiro show do Zander que ele via, foi a música mais marcante para ele, conseguindo agitar o público com uma música lenta. Com o público já de alma lavada, Bil fala que agora é hora de exorcisar a galera e a banda começa a tocar Water, do Reffer, com Phil nos vocais, trazendo o Outs abaixo. No meio do show, entre uma roda e outra, encontrei nossa outra fotógrafa, Karen, que já deu as caras por aqui em nossa primeira resenha.

Voltando ao show, Battlefield abriu caminho para as duas músicas que, em minha opinião, junto com Depois da Enchente, não podem faltar nunca em um show do Zander. Em Construção, minha música favorita da banda e logo depois Dezesseis, que realmente impressionou pela entrega que o grupo mostrou ao apresentá-la.

Depois de Ponte Aérea, outro cover, dessa vez Orgânico, do Noção de Nada, que por si só já valeu a noite. Para finalizar, sequência brutal com Outro Dia Mais, Ar, Do The Shindo e, fechando com chave de ouro, a épica Senso.

Sinceramente, ao fim do show, vi pessoas com lágrimas nos olhos sendo consoladas por amigos. O show realmente passou um sentimento de liberação e muita gente extravasou com a apresentação. O Zander completa um ano de vida calando a boca de muitos críticos, se fortalecendo e crescendo cada vez mais.

Fotos por: Jeeh Santana e Karen Lusvardi

18 de fev. de 2010

Zander - Em Construção

Não Se Importe, Eu Vou Botar Pra Fuder

Em uma crescente enorme, o Zander é composto por Bil (ex-Discoteque/Noção de Nada/Deluxe Trio), Phil (ex-Reffer; atual Dead Fish), Sanfoneiro (ex-Noção de Nada; atual Malni), Leo (ex-Satânia) e Guta (ex-Deluxe Trio; atual Dandara), sendo que o último deixou recentemente a banda para dar lugar a Marcelo Adam (ex-A Sangue Frio)


Após o fim do Deluxe Trio, Bil pediu ajuda de Phil para compor algumas músicas e, chamando outros integrantes para ensaiar, acabou formando-se a banda.Embora tenha muitos pontos em comum com as antigas bandas de Bil, o Zander destaca-se por ter uma sonoridade mais variada e menos lo-fi, indo de encontro a um lado mais acessível da música em relação, por exemplo ao Discoteque e ao Deluxe Trio. Em minha opinião, o Noção de Nada é uma das bandas mais completas que já tive a oportunidade de ouvir, mas neste ponto o Zander não deixa nada a desejar.

No seu primeiro registro, o EP Em Construção, de seis músicas, a banda vai do hard-rock construído sobre riffs sujos e backing vocals fazendo coro em Pólvora, primeiro single e clipe da banda (veja abaixo), passando pelo real emo/post-hardcore em Dezesseis, música de letra genial e ótimas passagens instrumentais, pelo noise em Ar, com seu instrumental inspirado e chegando a flertar com a bossa-nova em Em Construção, minha música favorita do disco, que, como o título sugere, vai seguindo uma crescente desde o calmo e relaxado instrumental inicial até o explosivo e agressivo final, seguido pela voz de Bil, cheia de nuances. Para finalizar o disco, a dançante Battlefield e a bela balada Depois da Enchente, referência direta a Antes da Enchente, música do disco Trilogia Suja de Copacabana, do Noção de Nada.




Além do ótimo registro em estúdio, o Zander conta com uma ótima presença de palco e shows memoráveis, como no show de lançamento do DVD Definetively Alive, do Garage Fuzz (que eu resenhei aqui)

No dia 13 de março, no Outs, em São Paulo, ocorrerá o show de aniversário de um ano da banda, onde será lançado seu segundo clipe, provavelmente de uma música advinda de seu segundo EP, Já Faz Algum Tempo.


















1 - Pólvora
2 - Em Construção
3 - Dezesseis
4 - Ar
5 - Battlefield
6 - Depois da Enchente

Download
Site Oficial
Myspace
Fotolog
Tramavirtual

19 de jan. de 2010

Fire Driven, Zander e Garage Fuzz - 15/01/10 Hangar 110

Primeiro show do ano e primeira resenha de show do UnderKrew e, sinceramente, não poderia ter começado de maneira melhor.

O ótimo DVD do Garage Fuzz, Definitively Alive vinha recebendo elogios e críticas positivas, como a boa resenha feita por Wladimyr Cruz, dono do Zonapunk (aqui), desde que foi lançado pela Ideal Records, junto da Flame Discos. Para comemorar o registro, um show de lançamento no Hangar 110, com o Zander e o Fire Driven.

Algumas semanas antes do show, amplamente divulgado, muita gente já se mobilizava pra garantir seu ingresso, sabendo que seria um evento imperdível. Tudo isso resultou em um show com lotação esgotada.


Bom, depois de ter sido abandonado pelos meus colegas de blog Mako e Fel, que iriam comigo ao show, resolvi ir sozinho e rezar para ainda ter sobrado algum ingresso na porta, já que já estavam rolando comentários de que os ingressos na Galeria do Rock estavam esgotados.
Com o calor e a chuva dando uma trégua, cheguei no Hangar pelo fim da tarde e encontrei a Jeeh, que também estava sem ingresso.


Após algum tempo de espera conseguimos finalmente comprar nossos ingressos e entrar na casa. Dando uma passada na banca de merchandising, conferi as belas camisetas do Zander, que trouxe todo o catálogo de cds de bandas amigas do Rio, como o Cinedisco e o Deluxe Trio. Além, claro, do DVD do Garage Fuzz, produto de altíssima qualidade e totalmente recomendado.

Após algum tempo, abrem-se as cortinas e, no palco, o Fire Driven começa sua apresentação. Devo confessar que a banda, para mim, ainda era um incógnita. Com a presença do veterano Cesar Lost (ex-Againe/Street Bulldogs/Dance of Days), a banda toca uma mistura de grunge com hardcore 90's, que acabou não empolgando o público presente, que deixou um grande espaço à frente do palco. A banda também não mostrou tentativa de interação com a galera e o show foi bastante frio.

Após o término do show, o Hangar começou a encher absurdamente, o calor aumentou e, após algum tempo, a "all-star band" Zander sobe ao palco.
Com integrantes como Phil (ex-Reffer, atual Dead Fish) e Sanfona (ex-Noção de Nada), tendo como frontman, compositor e idealizador o "lendário" Bil (ex- Discoteque/Noção de Nada/Deluxe Trio), o show era muito esperado, ainda mais pelo fato do Zander não fazer tantas apresentações em São Paulo.

Tocando todas as doze músicas de seus dois EPs, além de dois covers das ex-bandas de Bil, uma do Discoteque e a ótima Um Pouco Mais Além, do Deluxe Trio, o Zander era acompanhado do público, que cantava a plenos pulmões, dava stage dives e abria rodas.

Músicas como Pólvora, Dezesseis e Senso botaram a galera pra cantar e mesmo quem não conhecia a banda aplaudia com gosto. Em Construção, minha música favorita do Zander, ganhou novo ritmo e fôlego com algumas mudanças feitas para o palco, alcançando seu épico final de maneira explosiva.

Durante Ponte Aérea, subiu ao palco um "inspirado", que cantou durante um bom tempo o "la laia laia" da música, em uma performance que foi recebida com bom humor pela banda, tendo uma salva de palmas puxadas pelo próprio Bil. Para finalizar, a bela Depois da Enchente, aonde a banda deixou o público cantar quase que a música inteira, entrando apenas no clímax final.

Muita gente ficou decepcionada esperando ouvir Ímpar, do Noção de Nada, regularmente tocada nos shows do Zander e ouvi alguns berros de "Toca Reffer!", mas que não foram atendidos.

Show realmente forte, ótimo. Performance explosiva, loucura dentro e fora do palco, galera agitando bastante. Comentários que este tenha sido o "melhor show do Zander em São Paulo" tem sido comuns na comunidade do orkut do Zander.
Espera, ansiedade, expectativas e... "TÁ VALENDO!"
O Garage Fuzz sobe ao palco e faz o Hangar vir a baixo. Já nas primeiras músicas, a banda mostra porque é um nome tão grande e respeitado do hardcore nacional. Farofa, carismático como sempre, comandava a banda, que é famosa por ter uma das melhores performances ao vivo do Brasil.

Porém, após algum tempo, grande parte do público já mostrava sinais de cansaço, com uma parte do público parando de agitar e tentando respirar melhor no abafado Hangar lotado. Por outro lado, alguns estavam agitando demais, ficando tempo demais no palco, atrapalhavam a banda, chegando ao absurdo de um garoto ficar por longos cinco minutos "ameaçando" que iria pular. Realmente triste essa atitude, mas nada que desconcentrasse os afiados GF que, como sempre, fizeram um bom show, contaram piadas, deram o microfone pra galera cantar e interagiram bastante com o público.


O repertório, como sempre, recheado de clássicos, seguiu o DVD, com House Rules, que fez o Hangar ficar pequeno, cantando em uníssono, realmente um hino. The Morning Walk, com vários marmanjos fazendo coraçõezinhos com suas mãos e curtindo a música, A Mutt Running Nowhere, Old Red Low Top, Observant e Embedded Needs. Um dos maiores sucessos, When All The Things... I Sell Again não foi tocada. Destaque para uma passagem instrumental, de deixar qualquer um de queixo caído.