19 de jan de 2010

Fire Driven, Zander e Garage Fuzz - 15/01/10 Hangar 110

Primeiro show do ano e primeira resenha de show do UnderKrew e, sinceramente, não poderia ter começado de maneira melhor.

O ótimo DVD do Garage Fuzz, Definitively Alive vinha recebendo elogios e críticas positivas, como a boa resenha feita por Wladimyr Cruz, dono do Zonapunk (aqui), desde que foi lançado pela Ideal Records, junto da Flame Discos. Para comemorar o registro, um show de lançamento no Hangar 110, com o Zander e o Fire Driven.

Algumas semanas antes do show, amplamente divulgado, muita gente já se mobilizava pra garantir seu ingresso, sabendo que seria um evento imperdível. Tudo isso resultou em um show com lotação esgotada.


Bom, depois de ter sido abandonado pelos meus colegas de blog Mako e Fel, que iriam comigo ao show, resolvi ir sozinho e rezar para ainda ter sobrado algum ingresso na porta, já que já estavam rolando comentários de que os ingressos na Galeria do Rock estavam esgotados.
Com o calor e a chuva dando uma trégua, cheguei no Hangar pelo fim da tarde e encontrei a Jeeh, que também estava sem ingresso.


Após algum tempo de espera conseguimos finalmente comprar nossos ingressos e entrar na casa. Dando uma passada na banca de merchandising, conferi as belas camisetas do Zander, que trouxe todo o catálogo de cds de bandas amigas do Rio, como o Cinedisco e o Deluxe Trio. Além, claro, do DVD do Garage Fuzz, produto de altíssima qualidade e totalmente recomendado.

Após algum tempo, abrem-se as cortinas e, no palco, o Fire Driven começa sua apresentação. Devo confessar que a banda, para mim, ainda era um incógnita. Com a presença do veterano Cesar Lost (ex-Againe/Street Bulldogs/Dance of Days), a banda toca uma mistura de grunge com hardcore 90's, que acabou não empolgando o público presente, que deixou um grande espaço à frente do palco. A banda também não mostrou tentativa de interação com a galera e o show foi bastante frio.

Após o término do show, o Hangar começou a encher absurdamente, o calor aumentou e, após algum tempo, a "all-star band" Zander sobe ao palco.
Com integrantes como Phil (ex-Reffer, atual Dead Fish) e Sanfona (ex-Noção de Nada), tendo como frontman, compositor e idealizador o "lendário" Bil (ex- Discoteque/Noção de Nada/Deluxe Trio), o show era muito esperado, ainda mais pelo fato do Zander não fazer tantas apresentações em São Paulo.

Tocando todas as doze músicas de seus dois EPs, além de dois covers das ex-bandas de Bil, uma do Discoteque e a ótima Um Pouco Mais Além, do Deluxe Trio, o Zander era acompanhado do público, que cantava a plenos pulmões, dava stage dives e abria rodas.

Músicas como Pólvora, Dezesseis e Senso botaram a galera pra cantar e mesmo quem não conhecia a banda aplaudia com gosto. Em Construção, minha música favorita do Zander, ganhou novo ritmo e fôlego com algumas mudanças feitas para o palco, alcançando seu épico final de maneira explosiva.

Durante Ponte Aérea, subiu ao palco um "inspirado", que cantou durante um bom tempo o "la laia laia" da música, em uma performance que foi recebida com bom humor pela banda, tendo uma salva de palmas puxadas pelo próprio Bil. Para finalizar, a bela Depois da Enchente, aonde a banda deixou o público cantar quase que a música inteira, entrando apenas no clímax final.

Muita gente ficou decepcionada esperando ouvir Ímpar, do Noção de Nada, regularmente tocada nos shows do Zander e ouvi alguns berros de "Toca Reffer!", mas que não foram atendidos.

Show realmente forte, ótimo. Performance explosiva, loucura dentro e fora do palco, galera agitando bastante. Comentários que este tenha sido o "melhor show do Zander em São Paulo" tem sido comuns na comunidade do orkut do Zander.
Espera, ansiedade, expectativas e... "TÁ VALENDO!"
O Garage Fuzz sobe ao palco e faz o Hangar vir a baixo. Já nas primeiras músicas, a banda mostra porque é um nome tão grande e respeitado do hardcore nacional. Farofa, carismático como sempre, comandava a banda, que é famosa por ter uma das melhores performances ao vivo do Brasil.

Porém, após algum tempo, grande parte do público já mostrava sinais de cansaço, com uma parte do público parando de agitar e tentando respirar melhor no abafado Hangar lotado. Por outro lado, alguns estavam agitando demais, ficando tempo demais no palco, atrapalhavam a banda, chegando ao absurdo de um garoto ficar por longos cinco minutos "ameaçando" que iria pular. Realmente triste essa atitude, mas nada que desconcentrasse os afiados GF que, como sempre, fizeram um bom show, contaram piadas, deram o microfone pra galera cantar e interagiram bastante com o público.


O repertório, como sempre, recheado de clássicos, seguiu o DVD, com House Rules, que fez o Hangar ficar pequeno, cantando em uníssono, realmente um hino. The Morning Walk, com vários marmanjos fazendo coraçõezinhos com suas mãos e curtindo a música, A Mutt Running Nowhere, Old Red Low Top, Observant e Embedded Needs. Um dos maiores sucessos, When All The Things... I Sell Again não foi tocada. Destaque para uma passagem instrumental, de deixar qualquer um de queixo caído.


4 comentários:

Anônimo disse...

Curitibaaa poooorraa!

RNT - disse...

boa resenha

foi foda mesmo

Karen Lusvardi disse...

Gostei tbm (:

Mako disse...

ta na hora de lançarem um cd PORRA!!!!!!