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23 de set. de 2010

Dead Fish, Shaila, Feijão com Arroz, SN5 - Hangar 110 18/09/2010



É isso aí rapeize, dia 18/09, sábado passado, deixei minha casa por volta de umas 17:30, com a missão de ir ao Show do Dead Fish no Hangar 110. Essa era a única parte fácil do meu serviço, depois viria essa resenha e além de tudo não fazia muito tempo que tinha visto um show do DF então tinha aqueles de ir e ver a mesma coisa.

Acompanhado de meu fiel escudeiro Berg, cheguei no Hangar por volta de 19:00 horas, sabe como é, São Mateus é longe e demorou tudo isso mesmo... Tá, enrolei um pouco, mas demora. Chegando, tomei umas cervejas até minha amiga Ju chegar e finalmente entramos no show. Como não consegui entrar cedo, perdi os dois primeiros shows, das bandas SN5 e Feijão com Arroz, eu não sabia nada sobre as bandas então, infelizmente, fica por isso.

Quando entrei já estava rolando o show dos caras do Shaila, banda argentina que não conheço e nem esperava muito, mas a primeira música já me conquistou, som pegado, bateria bem forte e a rapaziada tocando um bom HardCore. A segunda música me deixou meio na dúvida, mas, na terceira, tive certeza que tava vendo uma banda boa.


A partir daí comecei a curtir o show, não tenho muitas informações sobre o set da banda ou algo assim, sei que os caras lançaram dois covers de Bad Religion, infelizmente não lembro quais músicas. Pesquisando aqui, descobri que a banda tem 5 discos de estúdio e um ao vivo e começou em 1994, é uma banda de tradição, vale a pena conhecer, isso serve pra mim também.

Ao final do show do Shaila, já rolava aquela expectativa e o Dead Fish não demorou muito pra entrar, no meu relógio marcava 22:05 quando o DF entrou no palco e começou o show com Asfalto, não lembro direito se foi essa, nem consegui marcar o set, vou tentar falar de algumas músicas que eu lembro que rolaram, músicas como Queda Livre e Bem-vindo Ao Clube com certeza não ficaram de fora, Sonho Médio, Mulheres Negras, Proprietários do 3° Mundo, Zero e Um e Noite também foram tocadas e, pra mim, a maior surpresa foi Tupamaru, música que fazia um tempo que eu não via em shows.


Molotov também estava no set, música que quando toca realmente faz qualquer casa tremer e nego sangrar. Iceberg, uma das minhas favoritas do Dead Fish também, mas essa tem rolado ultimamente, uma vez li em um lugar que é a música que os caras mais gostam de tocar e de um tempo pra cá (tipo dois anos), realmente ela tem rolado nos shows.

O show em si foi bom, Rodrigo sempre em forma, com seu bom humor, é bom ir no show do Dead Fish, lembra os bons tempos e você sai de alma lavada, ouve palavras de incentivo e pode se libertar, curtir, ser só você. Você pode ir em mil, vai até escolher um como melhor que outro e tal, mas vai gostar de todos, bom pelo menos comigo é assim.



Fotos por Raul Sanches 

30 de ago. de 2010

Dead Fish e Que Fim Levou Valdir? - Inferno Club 28/08/10



No último sábado (28/08), o Inferno Club mais uma vez abriu as portas de sua casa para uma das maiores bandas do hardcore nacional: O Dead Fish. E para abrir o show da noite, foi escalada a banda Que Fim Levou Valdir?, figura já carimbada aqui no site, que vem se firmando na cena com seu som pesado.

Depois de um longo tempo freqüentando shows em horários de matinê, finalmente poderia ir ver uma das minha bandas favoritas sem me preocupar com o horário pra voltar pra casa.

Cheguei na Augusta por volta de 00h quando encontrei o solitário menino Gigô fumando seu cigarro no meio da enorme fila, que crescia gradativamente conforme o tempo passava. Como já tínhamos garantido nossos ingressos, resolvemos ficar no bar ao lado conversando com uma rapaziada de Pirituba, enquanto tomávamos nossa cerveja e esperávamos o japonês do Mako chegar.

Aproximadamente as 01h30, o público começa a entrar e aguardar a abertura dos "Valdir", que sem delongas sobe ao palco para iniciar mais um show na casa do capeta.

Logo nas primeiras músicas, o grupo, contagiado pela grande presença do público, manda o seu recado com A Queda e Libertação, músicas de seu primeiro álbum.


Entre um riff e outro, Júlio e Ferrari pulavam empolgados pelo clima favorável do show. Pedreira, entusiasmado como de costume, extravasa a ponto de quase derrubar uma das caixas de som do palco quando se jogou próximo ao público.

O grupo ainda tocou as músicas que farão parte de seu próximo trabalho: Saramago do Gueto e O Monstro, finalizando, assim um ótimo desempenho, em um dos melhores shows da banda que eu pude presenciar.

Encerrada a abertura do show, voltei para o bar onde estavam os dois molengas, Mako e Gigô. Ficamos enchendo a cara e torrando todo o dinheiro do Gigô com a latinha de Brahma sendo vendida a 5 reais, enquanto aguardávamos os roadies do Dead Fish organizarem o palco, ao som de algumas boas bandas emo dos anos 80, como Jawbreaker e The Promisse Ring.



Após uma espera costumeira de 40 minutos, variando entre o famoso coro de "Hey Dead Fish, vai tomar no cu" e outros xingamentos, a banda capixaba finalmente sobe ao palco abrindo o show com Bem-Vindo ao Clube e a ligeira Não, música do último álbum, Contra Todos, seguido de Zero e Um e Modificar, música que geralmente fica de fora da lista.

Em quase 15 minutos de show acompanhado de bate-cabeças e moshes furiosos, Perfect Party era motivo ideal para Rodrigo pular na galera, fato que não via desde o show do MTV Ao Vivo.

Em pouco mais de uma hora de show, os caras ainda tocaram sucessos consagrados de sua trajetória como Proprietários do 3° Mundo, Canção Para Amigos, Mulheres Negras, Afasia (que resultou num enorme mosh pit), Queda Livre, além de A Urgência, onde formou-se um enorme amontoado de pessoas que davam mosh e Noite, música que fazia tempo que não era tocada.
Entre alguns de meus moshes bem executados ainda vieram Molotov, Iceberg e Tango pra cadenciar os ânimos.

Pra finalizar ainda veio Contra Todos, que ecoou como um emocionante hino de futebol na casa, além de Cidadão Padrão, a clássica Sonho Médio e a envolvente Venceremos.

Como era de se esperar em ano de eleição, a escolha do setlist foi voltada a músicas que abordam política e, diferente de outros shows, os discursos de Rodrigo deram espaço para mais músicas no setlist. Algumas até ficaram de fora por causa da falta de tempo, consequência da demora na preparação do show.

Mais uma vez, o Dead Fish deixou o público extasiado e eu não preciso nem dizer que saí feliz de lá, pois, além de ter visto a minha banda nacional favorita, ainda consegui pegar uma das baquetas arremessadas pelo Marcão e de quebra o setlist do show.



22 de jun. de 2010

Eles Ainda Acreditam

Recolhendo entrevistas, trechos de shows e clipes, o diretor Diego Lo Pomo realizou um documentário sobre a cena punk/hardcore atual, chamado Eles Ainda Acreditam, pela Tamo Junto Produções.

Contando com depoimentos de integrantes de bandas como Rodrigo e Alyand do Dead Fish, Alexandre Capilé do Sugar Kane, Teco e Ale do Rancore, Fausto Oi e Tyello do Dance of Days e Fabiano Nick, do Fistt, além de figuras importantes da cena, como Alemão do Hangar 110, Estefan do Studio G, Wlad Cruz do Zonapunk e, novamente, Tyello do Studio Rock Together e Fabiano Nick da Oba Shop/Oba Records, o documentário é construído pelas declarações de quem vive todo dia a cena.

Abrangendo assuntos como amizade entre bandas, turnês nacionais e internacionais, diferenças de shows em cada lugar do Brasil e fora, mercado fonográfico, relações com produtora e gravadora, mudanças da cena, bandas atuais, comportamentos como sucesso imediato e o infelizmente famoso "pagar para tocar".

Após essa discussão, o documentário fecha com depoimentos de cada um fazendo um balanço de suas vidas e carreiras, levantando a questão: "Vale a pena viver de música sendo independente?"

O documentário está disponível em seis partes no Youtube:

5 de mar. de 2010

Dead Fish, Pelican Road e Fire Driven - 28/02/10 Inferno


Domingão, 17 ºC, clima nublado e muita chuva em São Paulo após dias de um calor de derreter, a equipe do UnderKrew se dirige ao Inferno Club, para mais um show do Dead Fish. Presentes estavam Ale (e seu irmão), Fel, Mako e a novata fotógrafa e colaboradora Rê.

Após algum tempo sob chuva na fila, as 17:30 entramos no Inferno, que nos recebeu com uma ótima discotecagem, ao som de NOFX, Rancid, Rise Against e Pulley.

Após uma hora, sobe ao palco o Fire Driven, a famosa "banda do Cesar Lost", que com este, realizava seu terceiro show, depiois de duas apresentações de peso, sendo a primeira o show do Samiam, seguido pelo lançamento do DVD do Garage Fuzz (resenha aqui). O grupo parecia tímido no palco, quase não se movimentando. Seguindo a linha de bandas como Helmet e Quicksand, tocou várias músicas próprias, em inglês, além de um cover do Descendents, que não animaram muito o público, apesar de guitarras alinhadas e do firme vocal de Cesar. De acordo com o Mako, o defeito da banda foi o final repentino em grande parte das músicas, algo que causou certo estranhamento.

Em seguida, sobe ao palco a Pelican Road, banda formada por integrantes do Fim do Silêncio e Ponto Final. Uma incógnita para grande maioria do público, já que era apenas o seu segundo show, a banda surpreendeu, já lançando uma intro instrumental muito boa, de pegada. Seguindo com músicas rápidas e intensas, bom vocal e instrumentistas afiados, o ponto alto do show, segundo o Fel foi a música You, do Bad Religion. Boa presença de palco, interação com o público e boas músicas ganharam a platéia.

Com a chegada do último membro da nossa equipe, Gigo, (junto de seu amigo Berg) que desistiu de ver o Corinthians x Santos na TV e resolveu curtir um ótimo show no Inferno, o UnderKrew estava completo lá em, após meia hora de arrumação de palco, sobe ao palco o Dead Fish!
Começando as 20:29, o primeiro show da banda em São Paulo, já espantava quem estava de frente ao palco com o gigantesco setlist de 28 músicas, a vista de todos. Enquanto Ale e Fel foram se matar no meio da galera, Gigo e Mako (e sua amiga Mel) ficaram mais atrás, junto de tendo uma visão mais ampla do show.

Moshs violentos, bate-cabeças insanos, galera suando, músicas cantadas em uníssono e um sorriso estampado em cada rosto. Contando com clássicos como Sonho Médio, Afasia (quando rolou uma roda violentíssima), Zero e Um, Proprietários do Terceiro Mundo e, claro, Mulheres Negras, o show também teve algumas surpresas, como Fora do Mapa, Um Homem Só, Engarrafamento e até mesmo Canção para Amigos, músicas que normalmente não fazem parte do setlist dos shows. Como sempre, o Ale reclamou da falta de Exílio, sua "música-hino" perfeita.

Apesar de alguns problemas com o retorno do bumbo do Marcão e um chute na cara do Rodrigo, o show transcorreu de maneira impecável (passando por uma entrada errada em Paz Verde). Como sempre, entre cada música, Rodrigo dava suas opiniões nada clichês de assuntos relacionados as letras.

Como disse o Gigo: "Se todo domingo rolasse um show desses, minhas segundas com certeza seriam melhores"


Set List:
Autonomia
A Urgência
Escapando
Fora do Mapa
Proprietários do Terceiro Mundo
Um Homem Só
Canção Para Amigos
Desencontros
Tão Iguais
Queda Livre
Afasia
Fragmentos
Você
Asfalto
Engarrafamento
Rei de Açúcar
Subprodutos
Mulheres Negras
Sonho Médio
Bem-Vindo Ao Clube
Contra Todos
Sobre a Violência
Shark Attack
Paz Verde
Zero e Um
Não
Oldboy
Venceremos

Fotos por Rê Nascimento: Confira todas aqui

19 de jan. de 2010

A volta do Vinil ao Brasil

Se você esperava ansiosamente por esta notícia, pode se animar. A Polysom, única fábrica de vinil da América latina, voltou a funcionar.

Desativada desde outubro de 2007, a Polysom foi comprada no começo de 2009 pelos proprietários da Deckdisc – os produtores Rafa Ramos (foto) e seu pai João Augusto. Desde então eles promoveram uma verdadeira empreitada em prol dos bolachões e, diga-se de passagem, da cultura nacional. A fábrica fica localizada no prédio de Areia Branca, bairro do município de Belford Roxo, no Rio de Janeiro.

Eles administraram uma reforma geral no lugar, com máquinas novas, profissionais, pesquisas na Europa. Ou seja, os sócios fizeram de tudo para reabrir a fábrica de uma maneira completamente digna, com qualidade equivalente aos fabricantes gringos. Lembrando: apesar da compra, a Polysom é uma empresa e a Deckdisc é outra.

Bem, finalmente a fábrica será reinaugurada. E, saiba, ela já está recebendo pedidos de todos os tipos e tamanhos. O Viva o Vinil! conversou com um dos donos, Rafa Ramos, para saber mais detalhes. Leia e comemore!

Viva o Vinil! – Quais serão os primeiros vinis lançados pela Polysom?
Rafa Ramos – Fizemos quatro títulos da Deckdisc: Cachorro Grande (Cinema), Pitty (Chiaroscuro), Nação Zumbi (Fome de Tudo) e Fernanda Takai (Onde Brilhem Os Olhos Seus). Eles serão lançados no início de fevereiro.

O que eles trazem de diferente do CD?
São edições chiquérrimas! Até porque a gente sabe que quem gosta de vinil gosta de qualidade, de um encarte bonito e tal. O encarte do vinil da Cachorro Grande é maravilhoso! É um livro.

E quais são as primeiras encomendas?
Desde dezembro de 2009 a Polysom tem recebido vários pedidos. Por exemplo, muitos títulos de várias gravadoras grandes, como EMI, Universal e Sony. Os independentes também, como é o caso do Tor (cantor da banda punk Zumbis do Espaço e que tem um trabalho solo de country). E tem muita gente fazendo orçamento.

Tem alguma encomenda de fora do Brasil?
Sim, por enquanto, da Argentina e Chile. DJs e bandas.

Você tem mais algum projeto em vista?
A Deckdisc está encubando um selo, ainda sem nome, que irá lançar compactos de bandas novas. Quero lançar singles em vinil e para download. E o primeiro lançamento será um split com músicas inéditas do Mukeka di Rato e Dead Fish. Tudo indica que teremos isso em março ou maio desse ano.

Orçamentos e encomendas: comercial@polysom.com.br

Twitter da Polysom: @polysom

Fonte: http://mtv.uol.com.br/vivaovinil/blog


Muito legal a aposta que a Deckdisc ta fazendo, isso vai ser uma grande motivação pras bandas nacionais voltarem a lançar seus trabalhos em LPs.
Eu como um bom filho de colecionador de vinis, não deixarei de guardar uma graninha extra pra garantir bons materiais das bandas que eu gosto, e falando de bandas que eu gosto esse split do Mukeka com o Dead Fish promete!