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31 de mai. de 2010

Red Dead Redemption

Despois de Red Dead Revolver, a Rock Star (produtora do também sucesso GTA) acerta a mão e cria um jogo ótimo, que todos diziam que seria um "GTA de faroeste" e com relação a essa frase digo "sim e não". Pois é bem diferente, apesar da engine lembrar um pouco os jogos da série, mas com certeza as coisas que lembram GTA são as melhores.

O jogo começa com você indo de trem para uma cidade acompanhado de federais, na pele de John Marston, ex-membro da gangue de Dutch e Bill, que te deixaram pra morrer a um tempo atrás. John tenta fazer Bill se render, mas acaba levando um tiro e agora tem que conquistar ajuda para poder invadir o forte em que Bill está com sua gangue.

John tem que ajudar muitas pessoas no caminho de uma cidade para outra, com problemas como sequestros, assassinatos, ataque de lobos, estupros, linchamentos, além de algumas missões secundárias que fazem o jogo ser muito divertido, sendo elas, obviamente, não essenciais para terminar o jogo. Existe um sistema de "challenge" que é muito simples e não muito difícil de se ir conseguindo. Temos disponíveis: Bounty Hunter, Sharpshooter, Hunter e Survivalist.
Existem muitas formas de ganhar dinheiro no jogo: Você pode caçar, salvar pessoas, matar pessoas e pegar o dinheiro delas, pegar plantas e vender e caçar bandidos dos posters de procurado pendurados na delegacia, (o famoso poster do WANTED). Isso foi uma das partes mais legais que achei, assim como o duelo, mas nele não se pode ganhar dinheiro, apenas fama e honra, fatores que podem te ajudar no jogo. Uma forma bem fácil de ganhar dinheiro, mas não tão rápida são os jogos de aposta, entre eles, poker, dados, blackjack, lançamento de ferradura e o tiro ao alvo em animais.

O jogo a princípio é um pouco lento, mas você começa a gostar dos personagens bem construídos e das dublagens como sempre perfeitas, graças as escolhas da Rockstar. Uma coisa que me preocupou quando comecei a jogar era se a jogabilidade ia ser dura, mas houve uma melhora bem considerável nos sistemas de movimentos e de tiro do GTA para o Red Dead, o que fez o jogo ser bem fluído, até com um sistema de mira semi-automática, que ajuda demais você a derrotar os inimigos. Aconselho usar ela apenas se realmente não estiver conseguindo passar de uma parte (SPOILER: há uma conquista se você não usar essa mira).
A maioria dos sites de jogos deram uma nota muito alta para Red Dead, o que eu realmete acho que vale, o jogo tem muitos pontos bons, sem falar da música, que te deixa dentro de um filme de western, além de não existirem muitos pontos ruins, a não ser uma falta de dramaticidade, pelo término rápido de certas partes do jogo.

Devo dizer que a grande sacada desse jogo é a ambientalização perfeita, todos os cenários, movimentos e IA (inteligência artificial) dos personagens e animais foram muito bem pensados para dar uma sensação única a cada um. Os cavalos foram muito trabalhados para terem uma mecânica aceitável, tudo isso formando um jogo muito divertido de se jogar, que deve demorar em torno de 27 a 35 horas para se ter tudo 100%.

Red Dead Redemption está disponível para Play 3 e Xbox 360 apenas.

Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=GC9To8rBCGA
Site de Dicas:
http://reddead.wikia.com/wiki/Red_Dead_Wiki
Site Oficial:
http://www.rockstargames.com/reddeadredemption

12 de mai. de 2010

The Saboteur


Saboteur é um jogo de X-box 360, Play 3 e PC, que conta a história de um irlandês ex-corredor de carros, que busca sua vingança no meio de Paris dominada pelos nazistas, Sean Devlin é o nome do nosso herói que ajuda a resistência francesa a lutar contra os nazis repressores.

A estética do jogo procura brincar com as cores, deixando tudo preto e branco onde é dominado pelos nazistas, dando uma cara de cinema noir, e apenas o vermelho dos nazis e o azul da resistência aparecendo no ambiente preto e branco. E quando você libera certo "bairro" dos nazis a região ganha cor, e deixa Paris com uma cara de "viva", essa parte é bem bonita.


Basicamente Saboteur é um jogo estilo GTA, mas você tem que sabotar qualquer coisa nazista na cidade, e tem MUITA coisa, e por incrível que pareça, não é chato fazer essa pequenas missões, é até divertido, diferente de jogos como Spider-man que é sempre um "porre" ficar fazer missões extras.
Saboteur resolve bem isso com seu sistema de PERKS, que seria como o personagem "evolui", e vai ganhando novas habilidades, os Perks são aberto de acordo com a critividade que você tem em matar ou fazer certos tipos de missões, o que eventualmente você acaba fazendo, a maioria pelo menos, e acaba sendo uma evolução natural.

A história de Sean é contada de forma bem rápida, e somente nas missões onde há flashbacks, ou "cutscences", há missões opcionais e também as extremamente opcionais, que são por exemplo explodir um alto-falante de propaganda nazista, ou destruir antenas e tanques nazistas, e você ganha dinheiro a cada vez que faz um dessas mini-missões que estão por toda a Paris.

Sean tem seu "QG" nos fundos de um bordel.
Muitas pessoas dizem, e isso inclui o site Gamespot, que é muito chato ficar fazendo todas as "missõesinha", mas com os perks elas vão ficando cada vez mais fácil e rápido de se fazer, ou então utilizando armas nazistas nos telhados nas casas, o que acelera muito o processo se você quer fazer 100% do jogo.

No jogo praticamente não há cenas (filminhos) com gráficos melhores do que o gameplay, e não se sente a falta disso.


E uma das coisas que me chamou a atenção foram as conversas que muitas vezes são boas, e claro, as frases que ele fala quando morre que vão ficar marcadas na sua cabeça, como: Shait! que é como ele fala Shit.
Resumo da ópera, é um jogo bem divertido, com uma história boazinha e uma dinâmica muito boa, pois não te deixar enjoar fácil dele.

Veja o Trailer.

10 de abr. de 2010

[Resenha] Heavy Rain - PlayStation 3


Chuva pesada é a tradução do nome do jogo e com certeza é o clima que sentimos quando o jogamos. Assim como num filme, somos jogados em uma imersão tão forte que acabamos por esquecer do mundo ao nosso redor, a construção de personagens é tão bem feita que realmente agimos como o personagem agiria e não como nós agiríamos normalmente.

Controlamos 4 personagens, o primeiro é Ethan Mars. No começo do filme, após termos experienciado (essas palavras cabem melhor do que "jogar esse jogo") a vida cotidiana dele e conhecido sua família e a relação com seus filhos, seu trabalho e seus afazeres, acabamos vendo seu filho sendo morto num acidente de carro. A chuva começa...

E é aí começa toda a premissa da história, "Até onde você iria pra salvar seu filho?".
Os outros personagens também são muito interessantes, como o detetive particular Scott Shelby (que é um dos meu favoritos depois do Ethan) que está procurando pistas sobre o "Origami Killer", que está matando crianças em série.

Há também Madison Paige. Não sabemos muito dela a princípio e demora uma pouco pra ela engatar na história.

Por último, o agente do FBI Norman Jayden, que tem um óculos muito estranho, que reconhece sangue e outros traços que levam a pistas ao colocá-lo.

O jogo é composto de uma estética muito bem feita, a parte do começo do jogo é muito colorida para mostar a vida de Ethan feliz e, logo depois, quando entra a chuva, ocorre uma mudança dramática nas cores, conseguindo passar os sentimentos dos personagens apenas com o ambiente. Todo o roteiro também foi muito bem cuidado, querendo dar ao máximo uma coisa que se vê pouco nos games hoje em dia, um personagem que você se identifique.

Há muitos "quick time events", o que em muitos jogos é chato, mas em Heavy Rain é muito divertido, pois além de ser muito rápido algumas vezes para simular o reflexo do personagem, muitas vezes erramos por querer, para ver o que acontecerá se for cometido o erro, e errar não significa perder, e sim andar com a história um pouco diferente, as vezes causando a morte de um dos personagens.



E isso que torna o jogo bastante vivo, pois você realmente vive a vida dos personagens, fazendo as escolhas mais singelas e as mais tensas, que são os testes para ver até onde você iria pra salvar seu filho, e o legal deles é que há várias maneiras para fazê-los ou não fazê-los. O jogo tem partes muito legais também, que simulam a perda de memória natural das pessoas, quando esquecemos algum número ou onde estivemos, e errar nisso faz parte, não que seja ruim.

E, claro, as partes mais legais, além dos testes e dos quicktime events são as parte em que a tela se divide e conseguimos visualizar todo o ambiente, o seu e o do personagem que está atrás de você ou algo do tipo, pena que esses momentos sejam raros e isso me deixou um pouco decepcionado, um outro pequeno defeito do jogo é que algumas vezes o som falha, mas parece que vai ser lançado uma atualização para consertar isso.

O objetivo dos personagens é capturar e juntar pistas sobre o Origami Killer e a coisa mais legal disso é que o perfil psicológico do assassino nos dá a entender que pode ser qualquer um dos personagens vistos no jogo, até mesmo os que você controla, e isso faz você quebrar muito a cabeça pensando sobre quem poderia ser, e o modo como eles fazem isso é sensacinal (não vou me prolongar nesse assunto, pois qualquer coisa pode virar spoiler).

Para finalizar, Heavy Rain com certeza foi um dos melhores 10 jogos que já joguei, sem exagero nenhum, apesar das coisas que não são respondidas no jogo e você só fica imaginando o porquê, mas é bem provável que lancem bastante DLC (downloadable content) para explicar isso. Aliás, já foi lançado um em que você joga apenas com a Madison, e se passa antes do tempo do jogo.

Quando zerarem o jogo não se esqueçam de ver o extras que aparecem depois que são muito legais, pois mostra o casting sendo feito e o rosto dos atores, que são identicos ao dos personagens.


Pra quem tem Playstation 3 é uma obrigação ter posse desse jogo.

Para ver um post já feito sobre o game click aqui.